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Você tem fome de que?

Você já percebeu o quanto nosso apetite e fome variam ao longo dos dias?

Você já identificou o que te faz comer mais ou menos?

Vivemos numa rotina com comportamentos tão automáticos que nem sempre saberemos a resposta dessas questões.

Inicialmente vamos entender o que é a fome fisiológica. Na teoria, a fome fisiológica nada mais é do que um sintoma do nosso corpo nos comunicando que os níveis de nutrientes estão baixos e que precisamos nos alimentar novamente com o propósito de nos manter vivos. A sensação é de desconforto, sentimos o estômago vazio e muitas vezes até fazendo barulho. Se conseguirmos sentir e observar esses sinais que recebemos, o funcionamento desse sistema é perfeito e daremos ao corpo comida quando ele precisa.

Por que então, muitas vezes estamos saciados e mesmo assim continuamos comendo? É porque além da fome fisiológica vários outros motivos nos levam a decidir comer e buscar alimentos. Alguns estudiosos e conhecedores do assunto relatam a existência de nove tipos de fomes. Comemos pelo cheiro, pela socialização, pelas emoções, pela vontade e por muitos outros fatores.

O ambiente influencia demais a nossa rotina de alimentação. Se estivermos diante de uma refeição saborosa e que nos enche os olhos, é bem provável que vamos comer, mesmo sem fome física. Ou seja, mesmo estando saciados, nossa sensação de plenitude é deixada de lado e comemos mais. Esse é um comportamento normal de nós seres humanos, mas precisamos estar atentos à frequência que isso acontece, pois esse costume pode levar ao ganho de peso.
Como nos sentimos em relação à alimentação também é bem relevante. Se comermos algo que não era a nossa escolha verdadeira, podemos nos sentir saciados, mas um vazio permanece.

Então buscamos por outros alimentos, por exemplo: imagine-se com vontade de comer um pão, mas ao invés do pão, você come um ovo. O que acontece? Depois do ovo você procura por outros alimentos e come uma fruta, um iogurte, uma castanha, etc… e no fim das contas era melhor ter comido o pão desde o início.

Os cientistas, há muito tempo, estudam as relações entre fome e o apetite. Está comprovado que o estado emocional também influência na nossa busca por alimentos. Um sentimento grande de tristeza nos inibe a vontade de comer, enquanto a ansiedade e a inquietude aumentam o apetite. A necessidade de ser acolhido e a sensação de desamparo podem levar ao desejo de alimentos que nos façam sentir melhor, o “confort food”, muitas vezes num mecanismo inconsciente.

Realmente estar atento a todas essas questões no momento de comer é algo que exige bastante autoconhecimento. Uma atitude que nos afasta desse autoconhecimento é fazer uma dieta porque, nesse caso, comemos por obrigação, para nutrir o corpo e na maior parte das vezes sem vontade nenhuma de comer aquele alimento que foi previamente determinado.
Estar atento a todas essas questões é importante para que você consiga reconhecer o motivo que o leva a comer sem fome, e como você se sente depois de comer. Ou seja, qual a sua fome verdadeira.

Mariana Herzog
Nutricionista e Sócia proprietária da Dietética Refeições

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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