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Vivendo o passado, presente e futuro em Jucutuquara

Qual bairro Jucutuquara você conhece? O da tradição, do samba e o do antigo mercado, ou da avenida Vitória, Ifes e a Fábrica de Ideias?

Em um passeio pelas ruas do bairro basta olhar por cima das árvores e enxergar a Pedra dos Olhos, monumento rochoso, guardiã da região e responsável pelo nome do bairro. Jucutucoara, ou jucu – ita – quera, é de origem indígena e significa “pássaro no buraco de pedra”.

Segundo registros da Prefeitura de Vitória tudo começou com a Fazenda Jucutuquara que pertencia à tradicional família Monjardim.

Na década de 1920 a região passou por desapropriação dos terrenos da fazenda, a construção da avenida 15 de Novembro, hoje Paulino Muller, e a de casas populares que foram feitas para os trabalhadores da antiga Fábrica de Tecidos Victoria, hoje a Fábrica de Idéias. Neste mesmo período, foi erguida a Igreja São Sebastião.

A presença de toda esta tradição está acessível aos visitantes que forem ao Museu Solar Monjardim, construção da década de 1780, que era a sede da Fazenda Jucutuquara. O museu é um exemplo do cotidiano da família Monjardim no século XIX, além de ser uma referência expressiva da arquitetura rural colonial brasileira.

Mas muito da história desta região está na memória dos moradores.

Considero Jucutuquara um bairro especial, pois é família. Normalmente as pessoas se conhecem desde a infância. Quem é nascido e criado em Jucutuquara sabe disso.” (Juliana Pimentel – advogada).

Ponto de encontro de moradores de vários lugares da Grande Vitória, os ensaios da escola de samba Unidos de Jucutuquara unem gerações e fazem parte da tradição do bairro. Mas se muitos se dirigem ao bairro em busca de um bom samba, também existem os milhares de profissionais que se formaram por trás dos muros da IFES – Instituto Federal do Espírito Santo, que foi instalado na região em 1942.

Na região, além de visitar a Fábrica de Ideias, que é um local para formação de empreendedores, vale visitar os tradicionais bares do bairro, como o Copa 70 e o Ceará, lugares de bons aperitivos e conversa fiada. E se você é de fora e acha distante a possibilidade deste acolhimento todo, espere o bairro abraçar você.

“Jucutuquara é especial para mim porque me sinto adotada pelo bairro. São mais de 35 anos de convivência. Lá eu vou a Igreja, na padaria, na escola de samba e nos bares. Nos bares de Jucutuquara resolvem-se todos os problemas do mundo. E quando em algum segmento há necessidade de uma reunião ou assembléia, as convocações são colocadas nos bares e todos ficam sabendo. Amo Jucutuquara porque sou conhecida pelo nome e lá vivem meus amigos, meus irmãos” (Dione Varejão – turismóloga e professora).

Sob a Pedra dos Olhos, nos aprendizados do Ifes e da Oficina de Idéias, na alegria do samba ou dos bares, entre o novo e a tradição escondidos pela correria das avenidas Vitória e Paulino Muller está um povo amigo que considera como lar muito além das próprias casas, um bairro inteiro.

Vander Silva

 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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