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Trechos das homilias de Dom Dario ao longo do mês de agosto

“Quantos homens, quantas mulheres, quantas pessoas que trabalham no anonimato das nossas comunidades eclesiais, que dão a sua vida pela comunidade, pela fé que acreditam em Jesus, pelas suas orações e muitas vezes não damos ouvidos a essas pessoas. Os discípulos e missionários não esmorecem dos desafios e dificuldades, foi isso que fez Pedro, fez João e os demais, é isso que devemos fazer. É Cristo que está com eles”.

“Quando Cristo não está na nossa vida, a nossa vida, a nossa missão, o nosso caminhar sempre é um fracasso. Quantas vezes Jesus está caminhando do nosso lado e a gente não percebe que ele está nos protegendo. Jesus não pode ficar à margem da nossa vida, ele deve ser o centro da nossa vida, quando acreditamos, ele vem de modo que todos os nossos trabalhos, toda a nossa missão será fecunda”.

“Toda vez que testemunhamos, ou anunciamos o Cristo ressuscitado, ele se faz presente entre nós. Toda vez que nós, como comunidade saímos, vamos juntos como irmãos anunciando Cristo, ele se faz presente. ‘Onde dois ou três estiverem reunidos aí eu estarei no meio de vocês’ ”.

“É interessante observar que os sofrimentos e as desgraças às vezes se tornam tão normais e as pessoas não se espantam mais. Isso é um grande perigo nos dias de hoje, acharmos que tudo é normal e não nos espantarmos mais diante das coisas que vão acontecendo”.

“Que o nosso testemunho de fé, a nossa alegria do Evangelho, o anúncio da Boa Nova, possam ser instrumentos pelos quais nossos irmãos e irmãs, que estão afastados, possam querer fazer parte do nosso grupo, da nossa Igreja. É com esses gestos concretos de amor e solidariedade que daremos testemunho e que traremos para Cristo aqueles que estão afastados de Jesus e fora do nosso meio”.

“Quando confiamos em Deus e colocamos em prática os seus ensinamentos Ele nos fortalece e passa a fazer parte da nossa vida, das nossas ações. Então, temos que ter a confiança de nos lançarmos nos braços de Deus. Quando isso acontece, não há obstáculo capaz de nos intimidar”.

“Para ser maior no Reino dos céus, não tem nada a ver com o conceito de ser grande ou maior. Neste mundo, são tidos como grandes e maiores os que têm algum tipo de poder de mando, desse modo, os pequenos e os fracos, os que dependem dos outros são totalmente excluídos e não têm voz e nem vez. Jesus mostra que no reino do céu não é bem assim, quando os discípulos perguntam ‘quem é o maior no reino dos céus?’ Jesus responde com alguns exemplos para ilustrar bem essa questão ‘Maior no reino dos céus são os que têm o coração humilde, o coração bom, ou seja, os que não trazem malícias, maldades no coração, aqueles que têm o coração como o de uma criança’. Por isso, Jesus coloca uma criança no meio deles e dá o exemplo: ‘Se não vos converterdes e não vos tornardes como crianças não entrareis no reino dos céus’. Portanto, para entrar no reino do céu, a primeira coisa necessária é a conversão, somente a conversão poderá nos dar um coração de criança, capaz de amar, perdoar, de agir com simplicidade, com sinceridade, ser verdadeiro, não tem nada mais verdadeiro e singelo que uma criança”.

“É comum quando há alguma desavença ou desentendimento na comunidade, brigar, discutir, alguns se afastam dela. Às vezes as pessoas não agem por maldade, mas por ignorância, fraqueza, falta de diálogo, e isso faz com que as coisas piorem. É por isso, que a palavra de Deus nos propõe o diálogo, quando há diálogo é possível resolver a maioria dos problemas que surgem na comunidade”.

“Deus se faz presente no símbolo da arca da aliança, a qual representa o pacto, o compromisso, para que o povo não esqueça que Deus é o seu parceiro e que se houver fidelidade por parte do povo, eles serão vencedores”.

“Qual seria a essência do cristianismo, do ser cristão? O perdão. O perdão sem limites, como Deus nos perdoa. Deus nos perdoa dívidas enormes, mas muitas vezes nós não somos misericordiosos com aqueles que nos magoam, com os que têm alguma dívida para conosco. A gente usa dois pesos e duas medidas para julgar e ser julgado. Queremos o perdão de Deus, mas não nos convertemos para oferecer o perdão ao próximo”.

“Somos provocados a fazer um exame de consciência e pensar um pouco na nossa vida cristã, na nossa caminhada, no nosso relacionamento com Deus, e, se a gente mudar um pouco esse relacionamento, o modo de pensar, penso que os nossos relacionamentos também com os nossos irmãos, na nossa convivência do dia a dia, iriam melhorar profundamente. Se o outro pedir perdão, não podemos negar esse perdão, pois estaremos correndo o risco de não merecer o perdão de Deus. Receber o perdão é muito fácil, mas perdoar não é fácil. Temos que trabalhar isso dia a dia, hora a hora, a cada momento, dobrar os joelhos por terra, erguer os braços para o céu suplicando a misericórdia do Pai para mudar esse coração de pedra, esse coração de carne”.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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