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Sim, eu creio! Por isso, sou alegre!

Quando chega perto do final do Ano Litúrgico, celebrado na Solenidade de Cristo Rei, somos convidados a meditar sobre a vitória do bom combate da nossa fé em Cristo nosso Salvador. A Sagrada Liturgia motiva a Comunidade de Fé, Esperança e Caridade a manter-se de cabeça erguida, mesmo que a vida nem sempre tenha sido fácil, pois os percalços e os desafios pesam sobre nossos ombros.

Há muitos obstáculos em nossa peregrinação nos passos de Jesus. Bem perto da rosa, linda e perfumada estão os pequenos espinhos. Eles simbolizam a realidade da vida cristã, caminho para a vitória, mas caminho na cruz.

No segundo dia do mês de novembro, a Sagrada Liturgia convida-nos a orar pelos mortos. A morte é problema também para quem tem fé. Mas, a fé na vida eterna e a certeza da misericórdia Divina nos estimulam à atitude de caridade na oração em favor dos falecidos através de Jesus, nosso Salvador. A morte pode ser um problema, um desafio, mas não nos vence, porque passaremos por ela no seguimento de Jesus. Ela incomoda-nos, porém, não podemos deixar-nos levar pelo abatimento. Temos razões para mantermo-nos de pé, como povo de Deus em marcha. Sabemos para onde vamos e qual é a nossa estrada.

Marta, irmã de Lázaro, foi instrumento de Deus para nos mostrar o caminho da vitória e sentido da morte. O caminho e o sentido da fé. Seu irmão morrera e ela foi contar a Jesus que era muito amigo da família, onde costumava descansar com seus discípulos. “Quando Marta soube que Jesus chegara, saiu ao seu encontro; Maria continuava sentada, em casa. Disse, então Marta a Jesus: Senhor, se estivesses aqui, meu irmão não teria morrido. Mas, ainda agora, sei que tudo o que pedires a Deus, ele te concederá. Disse-lhe Jesus: Teu irmão ressuscitará. Sei, disse Marta, que ele ressuscitará na ressurreição, no último dia! Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, ainda que morra viverá. E quem vive e crê em mim jamais morrerá. Crês isto? Disse ela: Sim, Senhor, eu creio que tu és o Cristo, o Filho de Deus que devia vir ao mundo” (Jo 11, 20-27).

No momento em que Jesus mandara retirar a pedra que estava sobreposta ao túmulo de Lázaro Marta reage: “Senhor já cheira mal, É o quarto dia!”. Disse-lhe Jesus: “Não te disse que se creres verás a glória de Deus?”.

Pois bem, este é o segredo da nossa esperança e da nossa alegria: A nossa fé na Palavra de Jesus Cristo “se creres verás a glória de Deus”! Por isso somos alegres e cheios de esperança, porque sabemos em quem acreditamos.

Professamos com a Igreja desde os Apóstolos: “Creio na Ressurreição da carne”! E não tememos o julgamento ao orarmos: “Creio em Deus que há de vir julgar vivos e mortos”, pois Deus é Amor. “Se Deus está conosco quem poderá contra nós? Quem não poupou o seu próprio Filho, e o entregou por todos nós, como não nos haverá de agraciar em tudo, junto com ele? Quem acusará os eleitos de Deus? É Deus quem justifica. Quem condenará? Cristo Jesus, Aquele que morreu, ou melhor, que ressuscitou, aquele que está à direita de Deus e que intercede por nós? Quem nos separará do amor de Cristo?

Pois estou convencido que nem a morte nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente nem o futuro, nem os poderes, nem a altura nem a profundeza, nem nenhuma outra criatura poderá nos separar do amor de Deus manifestado em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Rom 8, 31-38).

Por tudo isso, permaneçamos com a cabeça erguida! Proclamemos alto e a bom tom: cremos na Ressurreição da carne! Nós cremos Na Vida eterna! Nós cremos em Deus Amor Eterno que nos deu a Vida e nos chamou para convivermos NELE e com ELE para sempre!

Dom Luiz Mancilha Vilela, ss.cc.
Arcebispo de Vitória ES

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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