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“Sejamos cristãos solidários, que com fé ao céu almejam!”

“Sejamos cristãos solidários, que com fé ao céu almejam!”
(Canção do Dízimo 2019: “Meu compromisso, nossa alegria”)

A palavra partilha poderia ser considerada um sinônimo de cristão, mas não é. No entanto, mesmo que a linguística não aponte para essa direção, aos olhos da fé, essas duas palavras têm muito em comum, afinal não é possível ser autêntica cristã a pessoa que não divide um pouco do que tem.

A respeito desse tema não existe experiência mais sublime do que Deus ter compartilhado a vida de Jesus com a humanidade. Ele é a encarnação do Pai, o amor partilhado no meio dos homens e a oferta mais generosa do Criador para o povo, com quem Cristo compartilhou a Palavra de Deus e ensinou com atos, a importância da caridade. É partindo do querigma e da catequese cristã que nasce a Igreja, fruto da vida compartilhada, da paixão e da fração do pão.

Os primeiros cristãos aprenderam com os ensinamentos do Mestre a dividir o que tinham para suprir as necessidades deles mesmos e de outros que por ventura necessitassem. Esse foi o início da Igreja, porém até hoje ela continua sendo mantida pelo amor dos fiéis que entregam o dízimo, ato de caridade constante que não pode ser considerado uma simples oferta. Ele é muito mais do que uma ajuda momentânea, afinal é por meio do dízimo que a Igreja garante o projeto de evangelização. Por isso o católico que generosamente se compromete a entregar uma parte do que recebe para manter os trabalhos da comunidade de fé, torna-se um mantenedor do projeto iniciado por Jesus aqui na terra.

Ser dizimista não significa pagar pela prestação de um serviço ou fazer uma barganha com Deus, pois ele não negocia fé e milagres. A entrega gratuita e feita de coração é ato de amor ao projeto Dele, pois a Igreja sobrevive de doações, que também são graça do Pai. Na segunda Carta de São Paulo aos Coríntios está escrito: “Dê cada um conforme o impulso do seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama a quem dá com alegria”

O valor compartilhado mensalmente contribui para formar missionários e enviá-los aos mais diversos cantos do planeta para atender o povo, começando pelos pequenos e pobres, como fez Jesus e acabou incomodando os poderosos da época. Nós, cristãos, “viemos para comungar com a luta sofrida de um povo que quer ter voz, ter vez, lugar”, como cantamos no momento da comunhão. É com esse dinheiro que as comunidades mantêm os templos, a catequese, casas de apoio aos mais necessitados, adquire material litúrgico, pagas as contas e supre tantas outras necessidades pastorais.

Assim como marido, mulher e seus filhos são provedores de suas casas, todo católico dizimista é provedor de uma casa muito maior, local em que habita gente de todas as raças, de condições sociais diferentes e do mundo todo. É uma gente diversa que almeja o céu, ou seja, espaço de partilha.

Seja o cristão amoroso ao entregar o dízimo e não se esqueça que ser Igreja é partilhar solidariedade.

Alessandro Gomes
Mestre em Ciências das Religiões

 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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