buscar
por

Saneamento Básico e a qualidade de vida da população

Podemos resumir a importância do acesso à água potável e ao saneamento básico nas palavras do Sr. Ban Ki-moon, Secretário-Geral da ONU: “A água potável segura e o saneamento adequado são fundamentais para a redução da pobreza, para o desenvolvimento sustentável e para a prossecução de todos e cada um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio”.

O ranking do Instituto Trata Brasil de 2013, baseado nos indicadores do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2011, mostrou a situação do saneamento básico nas 100 maiores cidades, onde vivem 40% da população (78 milhões de brasileiros). Constatou-se que os avanços em saneamento básico continuam insuficientes nessas cidades, comprometendo a meta de universalizar o saneamento em 20 anos.

O estudo mostrou que as maiores cidades vêm avançando, embora abaixo do esperado, nos serviços do saneamento básico, principalmente quanto ao atendimento em água tratada. Já os avanços nos serviços de coleta e, sobretudo, no tratamento de esgoto são infinitamente menores.

Somente as 100 maiores cidades, em 2011, geraram mais de 5,1 bilhões de metros cúbicos (m3) de esgoto. Desses, mais de 3,2 bilhões m3 não receberam tratamento, o que significa que em 2011 estas cidades jogaram cerca de 3.500 piscinas olímpicas de esgotos na natureza por dia.

Entre os anos de 2004 e 2012 a Companhia Espirito Santense de Sanemaneto (CESAN) construiu 1.640 km de redes, o que daria para percorrer o estado do Espírito Santo quatro vezes de norte a sul, além de inaugurar 171 elevatórias e 33 novas estações de tratamento, onde os investimentos atingiram R$1 bilhão em 04 anos para saneamento. No entanto, o mais importante está na influência que essas obras tiveram na qualidade de vida de cerca de dois milhões de pessoas, em todas as regiões do Estado.

Porém, o que se sucedeu foi a falta de adesão das comunidades receptoras desses sistemas, principalmente em efetivar a ligação dos imóveis aos sistemas de esgoto. Os principais motivos de não ligação que foram identificados são: a tarifação; problemas técnicos; falta de mão de obra qualificada para efetivação das ligações; recursos necessários para interligação do imóvel à rede; e falta de compreensão da importância dos serviços de saneamento.

Para que a população utilize os sistemas de esgotamento sanitário é necessário disseminar uma cultura do saneamento, que o poder público tem tentado criar nos últimos anos com inúmeras campanhas publicitárias e programas de atendimento, porém vale ressaltar que a responsabilidade individual de cada ator na sociedade é que gerará frutos para uma das maiores e atuais demandas da humanidade: a preservação ambiental e a busca pela sustentabilidade.

Tereza Cristina de M. Romero Teixeira
Diretora-Presidente do Instituto Ideias 

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS