buscar
por

Reta da Penha

Corria o ano de 1895 e, naquela época, o governador do Espírito Santo contratou vários projetos para transformar a cidade de Vitória em uma capital urbanizada e próspera.
O então governador, Muniz Freire, buscava transformar a cidade num grande atrativo para os comerciantes, imigrantes e fazendeiros de café que aos poucos ganhavam estabilidade econômica e social e se mudavam do interior para Vitória. Mas a cidade mais parecia um aglomerado de casas coloniais em torno do Centro e Cidade Alta.

A ideia de Muniz Freire era aumentar o espaço da Capital com a urbanização do que chamou de “Novo Arrabalde”, ou seja, os arredores ou imediações do Centro foram urbanizados e surgiram os bairros da Praia do Canto, Bento Ferreira, Praia do Suá.

E o engenheiro contratado, Saturnino de Britto, planejou avenidas largas (ainda no século XIX) que pudessem abrigar o transporte por bonde, carroças e, posteriormente, automóveis.

No planejamento de Saturnino de Britto foi desenhada a Avenida Ordem e Progresso (depois conhecida como Leitão da Silva) e, como eixo central, a Avenida Nossa Senhora da Penha, mais conhecida pelos capixabas como Reta da Penha.

O desenho escolhido pelo engenheiro, numa extensão de 2.498 metros, dava visão completa para o Convento da Penha de qualquer ponta da Avenida. De onde se olhasse o Convento poderia ser avistado.

Hoje, a Avenida está cercada de prédios altos e a visão da Penha já não se mostra mais tão exuberante, como era há um século. Mas, o Convento da Penha ainda é o cartão postal do Espírito Santo e a Reta demostra toda a majestade do Convento Franciscano construído em 1558.

Diovani Favoreto
Historiadora

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS