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Quem sobreviverá? Líderes ou liderados?

“Sobreviverá quem em última instância puder criar!” (Jacob Levy Moreno,1934, pai do Psicodrama)

A liderança é um processo relacional interativo entre seres, contextos e condições, que visa garantir a sobrevivência da espécie.

Para os Seres Humanos, a liderança – convívio produtivo-promove a conquista de objetivos, metas, ideais e a transformação de sonhos em realidade. Além disso, para aqueles que não se contentam com o conquistado, e, querem conquistar muito mais, através de processos dignos e sustentáveis, garante evolução próspera, e permite ir além do inimaginável.

A humanidade está em um emaranhado de conexões onde a imprevisibilidade dos acontecimentos, a enxurrada tecnológica e a diversidade das relações determinam uma realidade transmutante de crenças, valores, costumes e hábitos, assim como de anseios, angústias e desejos do que possuir, alcançar e ser.

As conexões da rede de liderança interferente e interferida, entre líderes e liderados, requer cada vez mais transparência, propósitos compreendidos e incorporados, assim como, ganhos efetivos que assegurem a prosperidade, a qualidade de vida dos indivíduos, grupos, comunidades e sociedade humana global.

Sob a busca incessante dessa nova consciência (a complexidade-aquilo que é tecido junto-proposto por tantos autores, entre eles Edgar Morin) não temos mais espaço para a relação do “manda quem pode e obedece quem tem juízo”; como também para “eu fiz a minha parte”; “eu sabia que não ia dar certo”; “já enviei e-mail”, e “sempre foi assim”!

Precisamos dar conta do que está acontecendo agora e ao mesmo tempo, antever um futuro a curto, médio e longo prazo. O imediatismo está no ar, mas a visão de uma vida longa, com saúde, bem vivida e desfrutada a cada momento, também!

A relação entre líderes e liderados precisa estar em sintonia com as demandas pessoais e coletivas, promovendo a conjugação do sucesso pessoal-intransferível com o sucesso do conjunto-compartilhado.

A consciência que estamos conectados uns aos outros, aos cenários que mudam instantaneamente e as condições extremamente mutantes, nos dará um rumo nesse caminhar. Manter vínculos sustentáveis, não só para a geração que está chegando, mas também, para as que já estão e as que começam a pensar ou a implementar um novo projeto de vida, garantirá o convívio criador que proporcionará a transmissão e assimilação de conhecimentos, para uma interatividade responsável e comprometida. Dessa forma, a “rede de conquistas”se manterá, e será capaz de ter energia, para continuar a atrair novos integrantes e superar resistências, “normais e arrogantes”, ao processo de evolução.

Sobreviverá o “líder” que, com humildade e verdadeira autoridade, souber conduzir com criatividade, capacidade de reconhecer e estimular o potencial de cada um. Mas, acima de tudo, se for capaz de conduzir processos para a obtenção de bens, serviços e conhecimentos que cause orgulho a quem produzir, proporcione a prosperidade de todos que participem e melhore a qualidade de vida de quem nem se conhece. Além disso, deverá ser um “liderado” pró-ativo e comprometido com os resultados, quando o contexto e/ou as condições exigirem.

Também, sobreviverá “o liderado” que, com humildade e autêntica motivação, souber se manter criativo, mesmo diante de fatos, situações e estados emocionais adversos. Mas, acima de tudo, se for capaz de atuar de forma integrada e solidária, fazendo com que os seus ganhos gerem condições de outros também ganharem. Além disso, o liderado deverá ser um “líder”, utilizando seu potencial para conduzir o grupo, quando se fizer necessário, e sua vivência/convivência solidária, com os demais, apontarem para a sua visão-ação naquele momento.

Assim, o líder que não souber ser um liderado, e, também, o liderado que não souber liderar (ambos com “humildade”) estará comprometendo não só a sua sobrevivência, mas a de todos que com eles convivem, e muito mais, pois esta não é só uma questão minha, nem sua e nem deles. É o nosso desafio! O desafio da nossa sobrevivência neste planeta ou em qualquer outra parte do nosso Universo.

Desta forma nem todos sobreviverão!

Para quem quer sobreviver saiba que precisamos de muitos… Líderes e Liderados!

Vamos conquistá-los?

Mário Freire
Diretor da Pegasus Desenvolvimento e Consultoria Ltda, Psicoterapeuta e Mestre em Educação e Desenvolvimento Humano

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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