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POR UM ANO DE SUCESSO ESCOLAR

Esta semana fui convidado para uma daquelas reuniões de família. Gosto destes momentos, pois quando a família se reúne para decidir algo, boas ideias podem surgir. Mas confesso que fiquei preocupado com o tema da reunião. Espero que não seja eu… (rs)

Cheguei por último e já tinha começado. Estavam meus pais, minha irmã e cunhado, e meu outro irmão. Não demorei muito a perceber o tema do encontro. Meu sobrinho reprovou na escola, no ano passado, e a grande dúvida era qual atitude deveria ser tomada com ele para que isto não acontecesse novamente.

- É simples, dizia meu pai, basta cortar todo e qualquer tipo de regalias. Cortem jogos, televisão, computador e celular. Da escola para casa e da casa para escola.

Este discurso do meu pai fazia muito sucesso há algumas décadas, mas hoje o castigo é a melhor solução? Dizem que esta geração é mimada demais, mas o que leva alguém a reprovar na escola é somente irresponsabilidade?

- Já fizemos isto ano passado, pai. Não deu certo, respondeu minha irmã.

Penso que é um erro creditar a culpa da reprovação só ao aluno. Acredito que seja todo um processo que envolve a família e a escola também.

- Vocês acompanharam os estudos dele durante o ano?

Esta minha pergunta causou certo constrangimento, pois nos dias de hoje, os pais ficam quase todo o tempo fora de casa e poucos dispensam momentos para estar junto com os filhos, seja para o lazer, seja para acompanhar os estudos. Aí entram os celulares, jogos e computadores para que eles se distraiam, mas não se descobriu ainda o que fazer em relações ao estudo.

- Tem que acompanhar, tem que estar junto, concluí.

- Não tem como, temos que trabalhar, disse meu cunhado.

- E estabelecer metas? Perguntei.

- Mas, como assim? Como definir metas e horários? O que é o ideal?
Questionou minha mãe. O que deixou todos nós em um silêncio constrangedor.

Depois de muitas ponderações, dúvidas e incertezas, lembramos de alguém que pode ajudar neste processo. A pedagoga da escola. Minha irmã e cunhado marcaram um horário, conversaram com ela e voltaram com informações interessantes:

É importante conversar com a criança para ajudar a descobrir os motivos que levaram à reprovação. O diálogo deve ser franco e os pais devem falar das expectativas de dedicação e de boas notas, mas deve ser uma conversa motivadora e não ameaçadora e deve ser aproveitada a oportunidade para estabelecer horários de estudo, sem desprezar os momentos de lazer, além de destacar a importância de que o momento de estudar deve ser em um ambiente tranquilo e sem distrações.

Com esta conversa o ano para meu sobrinho na escola parece ser promissor e todos nós descobrimos que temos a nossa responsabilidade pelos estudos dele. Então, com muito carinho e dedicação vamos aguardar os bons resultados neste 2019.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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