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“Perder tempo com os filhos” (Papa Francisco)

Ouvimos muitos pais dizendo: “estou investindo no futuro do meu filho”, sem dúvida investir na educação dos pequenos é fundamental, mas “perder tempo com os filhos” ainda é o melhor investimento para a vida deles.

Vivemos num mundo urgente e essa urgência atinge as crianças, adolescentes e jovens, cada um à sua maneira, e precisamos ficar atentos às atitudes de nossos filhos que sinalizam um “SOS”.

Pe. Zezinho, em seu livro Melhores filhos, melhores pais diz: “Filho esperto e inteligente sabe que precisa do pai”. E nós pais estamos cientes dessa necessidade? As crianças estão mais independentes em suas ações, no entanto, isso não significa que não precisem de nós. Pelo contrário, precisam mais. Com acesso demasiado à informação por meio dos smartphones, tablets e smartTVs desde muito pequenas, nossas crianças ficam expostas e vulneráveis caso não haja acompanhamento e orientação da nossa parte.

A proximidade com os filhos nos possibilita saber o que eles gostam de assistir, conhecermos os amigos deles, olhar as mochilas da escola e observar se tem algum objeto ou cheiro diferente, parece exagero, mas não é. Também não é questão de falta de respeito ou invasão de privacidade. É prevenção! A pedofilia está ai, as drogas estão ai e para vencer tais ameaças o diálogo, o cuidado e o conhecimento são fundamentais.

Ser pais é um doar-se sem limites, não um doar-se para dar presentes, mas para estar presente na vida deles.

Os afazeres diários tendem a nos forçar a ter ações robotizadas e cronometradas. É preciso um ajuste e planejamento para dedicar tempo aos filhos, dialogar em casa, rezar juntos, ouvir dos filhos os que eles gostam, sobre os acontecimentos do dia, brincar com eles, fazer uma pipoca e assistir aquele filme que você já viu 1000 vezes e rir junto das cenas mais bobas. Com essa proximidade a criança cria uma relação de confiança, amizade e constrói memórias que serão fundamentais para a formação da sua personalidade.

Quando um dos meus filhos chega e diz: “mãe, deixa eu te contar?” eu posso estar cheia afazeres, porém o pensamento que me vem à mente é: “ele quer falar comigo, vou parar para ouvi-lo, pois o dia que eu quiser falar ele pode não querer me ouvir”. Na casa dos meus pais era assim, tínhamos o espaço para falar, meus pais eram meus melhores amigos e pretendo repetir com meus filhos essa relação sadia de confiança e respeito.

Levar ou buscar os filhos na escola, assistir um filme ou desenho com eles, levá-los a um parque, praia, ou praça e brincar com eles, jogar jogos de tabuleiros, montar quebra-cabeças, ler ou cantar para eles dormirem, fazer a comida favorita deles, comparecer nas suas apresentações e reuniões da escola e da catequese, são ações simples que nos tornam próximos dos filhos. Eles adoram! Sentem-se importantes, amados, felizes e protegidos.

Paula Freire Cezatti
Bibliotecária 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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