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Parque Moscoso

Construído na virada do século XX, época áurea de Vitória, quando as lavouras de café transformaram humildes conterrâneos em grandes fazendeiros, o Parque Moscoso (e suas ruas do entorno) guarda preciosidades há muito esquecidas pela população capixaba.

Quando em 1888 a região foi aterrada pelo Governador Henrique Moscoso e o braço de mar, conhecido como Mangal ou Campinho, deu lugar a principal área de lazer da Capital do Estado, os homens mais ricos da região decidiram construir ali seus palacetes, com vista para os jardins do Parque.

 Jardim esses ornados com alamedas, lagos, ruínas romanas, fontes luminosas, pontes e chafarizes por onde as damas da sociedade passeavam ao fim do dia. Ou aproveitavam uma sessão no cinema Politeama (década de 40) e Santa Cecília (década de 50), bem ali do outro lado da rua.

Porém, a marginalização do Centro Histórico trouxe ruína a muitos desses casarões e viu crescer muros em volta do parque, acabando inclusive com o mini zoológico que existia.

Os bravos vendedores de fotografias, conhecidos como Lambe-lambes, aos poucos foram desaparecendo (substituídos pela tecnologia digital) e o parque caiu no esquecimento.

Mas, esse cenário pouco a pouco vai se revertendo.

E, quem foi ao Parque, na matinê desse último carnaval, viu o espaço ser reinventado pelos moradores locais e, as alamedas repletas de crianças brincando demonstram que os esforços para a revitalização dos jardins estão dando bons frutos.

A paz volta a reinar entre os monumentos históricos, as flores e árvores. Sejam eles na ocupação dos espaços com a academia popular de ginástica, nos jogos de futebol da garotada, nos carrinhos de bebês que transitam ou no eterno carrinho de pipoca.

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