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Os ideais que buscamos no trânsito

Pensar que há 100 anos, em 1914, as vias eram das pessoas, dos cavalos, carroças e bicicletas, e que nas ruas de pedra ou chão batido só desfilavam modelos “Fordinhos”, os únicos a circular e dividir o espaço com bondes. Este tempo nos remete a uma aparente ordem, sossego e até mesmo progresso controlado.

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Nesse tempo, o automóvel tinha sua função e necessidades bem definidas, além do status associado ao poder aquisitivo elevado. Ainda nessa época, as bicicletas eram tão importantes, e até mesmo preciosas, que eram herança de família.

Somados 50 anos dessa data, em 1964, possuímos outro contexto em que o progresso já é mais evidente e os famosos carros “rabos de peixe”, e o querido “Fusca” já são comuns nas nossas ruas, agora de asfalto, e sem os veículos movidos à tração animal.

E se colocarmos mais 50 anos na balança, chegamos ao nosso ano de 2014, em que muito se fala e discute sobre respeito no trânsito, convivência e direção defensiva, assuntos dignos de debate em um tempo acelerado, em que na última década, temos os maiores números de mortes de trânsito da história no Brasil.

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Por outro lado, assistimos a pessoas estressadas, com pressa, hipertensas, obesas e sedentárias, e a causa para não se levar uma vida mais saudável é a falta de tempo. Logo, a bicicleta passa a ser uma boa opção para melhorar o estilo de vida nas grandes cidades. Aliando-a aos trajetos diários, podemos unir o exercício a uma rotina mais saudável, inclusive para a cidade e o próprio trânsito. Benefícios como criar novas rotas, sentir o vento no rosto, a sensação de adrenalina e conversar com as pessoas que param ao seu lado no semáforo são prazeres que não desfrutamos quando estamos de carro.

A questão da saúde está diretamente associada ao estilo de vida que levamos. Diversos grupos se formam em torno de ideais para a popularização das bicicletas e seus direitos como meio de transporte, pedindo mais condições para andar com segurança, ter imposto reduzido, e até mesmo ter onde parar a sua “bike” entre seus trajetos.

Almejamos e invejamos países europeus que possuem uma boa malha cicloviária, transporte público eficiente, em que não é necessário se ter automóvel, já que todos os outros meios funcionam bem, que refletem os bons índices até mesmo na saúde de seus cidadãos.

Logo, sendo um pouco nostálgico, os ideais que procuramos são o respeito, a saúde, e a convivência de 100 anos atrás.

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Michele Micheletto

Produtora Cultural e fotógrafa

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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