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Os afrescos da Basílica de Santo Antônio

“A todos aqueles que apaixonadamente procuram novas « epifanias » da beleza para oferecê-las ao mundo como criação artística.”
(João Paulo II aos artistas)

 

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Quem entra na Basílica de Santo Antônio não pode deixar de olhar para o alto e contemplar suas belas pinturas. A construção do Santuário teve início em 1956, e foi finalizada em 1976. Ele possui quatro semi-cúpulas, uma cúpula central e sua base tem forma de cruz grega, isto é, todos os braços têm o mesmo tamanho. Sua construção foi inspirada na arquitetura italiana renascentista da Igreja Nossa Senhora da Consolação, em Todi, Itália Central.

Nos anos 1995-97-99 e 2002 contamos com a presença do pintor italiano Alberto Bogani, que com a ajuda dos dois colegas artistas, Lino Borghi e Renzo Buonvicini, “embelezaram as paredes internas da agora ‘Basílica de Santo Antônio’ com aquele estupendo conjunto de pinturas que alegram a vista, elevam o coração e envolvem a mente na meditação dos principais mistérios da Redenção de Jesus Cristo”, conforme nos conta padre Roberto Camillato.

Alberto Bogani inseriu na pintura sua grande experiência em afrescos, sobretudo de igrejas. As figuras por ele pintadas são caracterizadas por um forte realismo dos movimentos. O conjunto se baseia em uma composição robusta, de plasticidade escultural, porém, nos painéis há uma imobilidade monumental nos seus afrescos devocionais. Usa o entrelaçamento de linhas e deixa flutuar faixas coloridas que nos recordam as lições de Boccioni, primeiro futurista.

A cúpula central, com 37 metros de altura, traz no centro a pintura de padre Ludovico Pavoni, fundador da congregação Pavonianos. Do lado esquerdo do presbitério temos o painel “Nascimento de Cristo” e do lado direito o painel “Ressureição de Jesus”.

Outros painéis pintados nas paredes da igreja retratam cenas da Bíblia como Anunciação, Santa Ceia, Crucificação e Pentecostes. Os vitrais, assim como a grande cruz do “Cristo Moribundo” são do artista italiano Carlos Crépaz, que viveu em Vitória.

Em 2008, o Vaticano concedeu ao Santuário de Santo Antônio o título de ‘Basílica’, do grego “A casa do Rei”. Hoje, “trata-se de um título honorífico que o Vaticano concede a alguns templos católicos, localizados em qualquer parte do mundo, que se distinguem pela beleza artística, pela transmissão da fé e pela vivência cristã.

Vale a pena conferir pessoalmente e contemplar esta beleza tão perto de nós!

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Raquel Tonini

Membro da Comissão de Arte Sacra da Arquidiocese de Vitória e Grupo de Reflexão do Setor Espaço Celebrativo da Comissão Litúrgica da CNBB

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