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O golpe militar e a Igreja de Vitória

Dom João Batista da Mota e Albuquerque esteve por duas vezes frente a frente com o Marechal Castelo Branco. A primeira foi durante a visita do ditador ao nosso Estado, em 1964, quando este declarou que o Espírito Santo era um exemplo de ordem, de devotamento ao trabalho e de respeito às leis. Declarou ainda que o Governo Federal não faltaria ao seu dever de obrigar a todos aqueles que queriam violá-las, a cumprirem os seus imperativos.

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Posteriormente o povo capixaba teve ciência da força dessas palavras. A Igreja de Vitória, por sua atuação nas questões sociais e na formação das CEBs foi, por muitos anos, vigiada pela ditadura. Prova disso é que a Polícia Política esteve presente em eventos promovidos pela Arquidiocese de Vitória, como nos primeiros Encontros de CEBs, no Calir, em Viana.

01 de abril de 1966, na inauguração do Porto de Tubarão, Dom João Batista no mesmo palanque que o Marechal Castelo Branco. O semblante de Dom João, pessoa reconhecida por sua simpatia e alegria , não é dos melhores, apesar de ser um evento solene e oficial. Após 1968, quando os militares endureceram o tom, lideranças das comunidades, padres, freiras e leigos, foram perseguidos e alguns presos.  Os bispos do Espírito Santo foram durante anos vigiados por suas ações pastorais.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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