buscar
por

Nossa Senhora das Alegrias

Nossa Senhora das Alegrias

“Trazia o burel a cobrir-lhe o corpo, uma sandália nos pés e um quadro de Nossa Senhora das Alegrias em uma das mãos”.

Assim nos conta a história da chegada de frei Pedro Palácios com o painel da Mãe de Deus, cuja primeira morada foi a gruta na beira do mar, visitada ainda hoje, à entrada do portão da ladeira das “Sete Voltas”.

O estranho desaparecimento do quadro, por três vezes, deu origem à primeira lenda da Vila do Espírito Santo. Nossa Senhora dos Prazeres ou Alegrias tinha em Portugal o cognome de Nossa Senhora da Penha de Cintra, por estar no alto de uma rocha. Título amplamente venerado pelos portugueses, esta tela foi a primeira imagem de Nossa Senhora, existente na Capitania e ficou conhecida pelos milagres realizados.

O quadro é uma pintura barroca da arte espanhola, de autor desconhecido e está pendurado na parede lateral da nave do Convento da Penha, no ‘lado do Evangelho’, onde pode ser contemplada. Foi posteriormente adornado com moldura de madeira talhada pelo artista português José Fernandes Pereira, aqui presente nas obras de restauro.

A imagem de Nossa Senhora da Penha é outra obra de arte encomendada por Pedro Palácios e encontra-se no retábulo. Peça de grande valor artístico do Brasil Colônia é entalhada em madeira e trazida de Portugal em 1569.

Aproveitemos a proximidade da Festa da Penha para contemplar esta bela obra de arte que nos recorda as Alegrias da Mãe da Deus: a Anunciação do Anjo; a Visita a Isabel; o Nascimento de Jesus; a Adoração dos Reis Magos; o Encontro do Menino Jesus no Templo; Maria vê a Jesus Ressuscitado; a Assunção de Maria e sua Coroação no Céu. Seja para nós oportunidade de crescer na fé e na intimidade do Senhor, fazendo-nos cada vez mais, sinais do Reino, sinais da paz e alegria.

Orações para pedir chuva

A liturgia da Igreja esteve sempre atenta às necessidades dos homens e das mulheres de seu tempo, fazendo com que o mistério de Cristo atualizado na Eucaristia se perpetuasse na vida dos fiéis de maneira perene. Para os tempos de seca, por exemplo, tanto a liturgia oficial da Igreja quanto a piedade popular expressam sua confiança em Deus para que lhes alcance as chuvas. O Missal Romano traz uma oração própria para a missa: “Ó Deus, em quem vivemos nos movemos e somos, concedei-nos as chuvas necessárias, para que, auxiliados quanto aos bens da terra, desejemos com mais confiança os do céu.” O Beato Paulo VI, na oração do Angelus de 04 de julho de 1976 também incentivou que os fiéis pedissem chuva quando a Itália passava por uma grande seca. No interior, as pessoas costumam se dirigir ao Cruzeiro – geralmente erguido em um lugar de destaque – e jogam água aos seus pés, na certeza de que a água jogada na Cruz chegará à terra.

O círio Pascal

O Círio Pascal é a grande vela acesa na Vigília Pascal – noite de Sábado Santo – e fica aceso durante o Tempo Pascal, que compreende “os 50 dias entre o domingo da Ressurreição e o domingo de Pentecostes, que devem ser celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia de festa, ou melhor, como um grande domingo” (cf. Normas Universais do Ano Litúrgico e Calendário, n. 22). É o principal símbolo da Páscoa e a palavra “círio” vem do latim cereus e significa “cera”, pois é confeccionado com cera de abelhas. Durante o Tempo da Páscoa, “o círio pascal, colocado junto do ambão ou perto do altar, permaneça aceso ao menos em todas as celebrações litúrgicas mais solenes deste tempo, tanto na missa como nas laudes e vésperas, até ao domingo de Pentecostes. Depois, o círio é conservado à devida honra no batistério, para acender nele as velas dos neobatizados. Na celebração das exéquias o círio pascal seja colocado junto do féretro, para indicar que a morte é para o cristão a sua verdadeira Páscoa. Fora do tempo da Páscoa não se acenda o círio pascal nem seja conservado no presbitério” (cf. Paschalis Sollemnitatis, 99).

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS