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Não desenterrar os defuntos

O Papa Francisco falou que temos de parar com o feio costume de desenterrar defuntos. “Claro que somos todos pecadores. [Também os meios de comunicação] podem ser tentados a caluniar (usados então para caluniar e sujar as pessoas), sobretudo no mundo da política, podem ser usados como difamação (toda pessoa tem direito à boa fama, mas, às vezes, na sua vida anterior, ou na sua vida passada, ou há dez anos teve um problema com a justiça, ou um problema em sua vida familiar… e daí revelar hoje tudo isso, é grave, faz um estrago, se anula uma pessoa). Na calúnia se diz uma mentira sobre uma pessoa. Na difamação se puxa um dossiê e revela algo que é verdade, mas que já passou. E talvez até já pagou esse erro na prisão, ou com multa, ou seja lá com o que for. Ninguém tem direito de fazer isso. Isso é pecado e faz mal”. (Semanal belga “Tertio” – 07/12/2016).

Creio que a internet vai nos obrigar a olhar o passado de uma maneira nova. Na internet tudo fica rapidamente para trás. O que foi postado um mês atrás, já virou passado e cai no esquecimento. Antigamente o passado demorava a passar. Hoje o passado passa rápido! A internet está nos ensinando a deixar o passado no passado e não dar a ele o peso maior do que ele tem.

Claro que a fofoca e suas irmãs gêmeas (calúnia e difamação) vão continuar existindo. Mas elas vão se alimentar preferencialmente de fatos do presente. Afinal, a fofoca se alimenta de carne podre e não de ossos secos.

Exorta-nos ainda o Papa Francisco: “Como servidores da palavra de Jesus, somos chamados a não ostentar aparência, nem procurar glória; não podemos sequer ser tristes e lastimosos. Não sejamos profetas da desgraça, que se comprazem em lobrigar perigos ou desvios; não sejamos pessoas que vivem entrincheiradas nos seus ambientes, proferindo juízos amargos sobre a sociedade, sobre a Igreja, sobre tudo e todos, poluindo o mundo de negatividade. O ceticismo lamentoso não se coaduna a quem vive familiarizado com a Palavra de Deus”. (Aos Catequistas – 25/9/2016).

Dom Rubens Sevilha, ocd 
Bispo auxiliar da Arquidiocese de Vitória

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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