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Namoro na adolescência

O namoro é natural na relação dos adultos, onde os casais se buscam para se conhecerem e desenhar a possibilidade de um relacionamento futuro com o casamento. Contudo, quando esse interesse começa na adolescência, cabe aos pais ficar atentos e dar toda orientação e atenção aos filhos. Deve-se tomar o cuidado de não ficar à mercê de uma suposta “modernidade” dando liberdade extrema aos filhos.

Desde pequeno os pais devem evitar falar desse assunto. Alguns falam para crianças muito pequenas que tal garotinha ou garotinho é o namorado dele. Crie o hábito de saber dos filhos: onde foi, com quem, o que fez, etc. Evite deixar os filhos ficarem tempo demasiado na casa dos outros.

A ideia de namoro deve ser protelada ao máximo, valorizando o contato com a família e com os estudos. Quanto mais unida à família, maior será o potencial de comunicação. Assim, quando um filho(a) falar em namoro, os pais deverão ser muito claros na exposição de motivos, cuidados ou impedimentos a esse tipo de relacionamento.

Não existe uma receita em relação a isso, mas alguns cuidados podem ser tomados:

A proibição seca, sem diálogo não costuma surtir efeito. Exponha seus motivos, riscos e impedimentos, mas se mostre acessível caso ele(a) contraponha a sua ideia.

Caso o namoro inicie, não abra mão de saber quem é a pessoa, onde mora, onde estuda, quem são os pais, estilo de vida, etc. Não deixe seu filho ou filha à mercê de um pensamento que não combina com suas crenças e valores de vida.

Evite “comemorações” descabidas estimulando esse tipo de relacionamento precoce. Existem pais que inserem esse outro na família, chamando indevidamente de genrinho ou norinha. Não façam isso!

Deixe muito claro para eles sobre o risco de vida sexual precoce. Infelizmente a mídia exerce uma influência negativa na geração atual. Os filhos devem saber muito bem o posicionamento de seus pais sobre isso.

Crie uma rotina diária para eles de estudo, cursos, academia, religião, etc para evitar atenção demasiada nesse assunto. Ocupe a atenção de seus filhos com coisas construtivas.

Esteja pronto a conversar com seu filho ou filha, demonstrando compreensão à dor dele(a). É importante saber lidar com as frustrações afetivas evitando guardar ódio, raiva e ciúmes do outro.

Cada casal tem uma crença em relação a esse tema. O melhor é não antecipar demasiadamente as coisas. A adolescência é uma fase importante para estudar e desenhar o futuro e sua carreira.

Claudio Miranda

Psicopedagogo Clínico, Terapeuta de Família e palestrante

Pós-graduado pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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