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Ano litúrgico e o ano civil

50 anos do decreto “Unitatis Redintegratio” – sobre o ecumenismo

O Concílio Vaticano II tem, entre os principais propósitos, promover a restauração da unidade entre todos os cristãos, ao considerar a universalidade da única Igreja do Senhor Jesus. Historicamente, são numerosas as comunhões cristãs que se apresentam à humanidade como legítima herança de Jesus Cristo, as quais professam o discipulado, apesar dos seus respectivos diferenciais nos pareceres e rumos, incluindo questões doutrinais e disciplinares. Constata-se, com tal realidade, o rompimento da unidade do corpo de Cristo – a Igreja.

O movimento ecumênico, fruto do Concílio, visa a superar estes obstáculos. O decreto Unitatis Redintegratio proclama o reconhecimento de todos os cristãos, mesmo separados da Igreja, como irmãos no Senhor e participantes do mistério da salvação, pois a vida da graça, a fé, a esperança e a caridade são dons do único Espírito Santo de Deus, comuns a todos os que crêem no Cristo. Fomenta-se oportunos encontros de diálogo e celebração ao redor da Palavra de Deus – ponto de unidade, como exercícios de aproximação, conhecimento mútuo, reconciliação e plenificação dos cristãos. No encontro entre o Papa Francisco e o Patriarca Bartolomeu I avançaram-se os passos para a concretização da unidade, particularmente, entre as Igrejas do Ocidente e do Oriente.

Seja a unidade um sinal de renovação da Igreja, mediante a conversão interior e a prece. Como aliada deste propósito, faz-se necessária a formação ecumênica, considerando, inclusive, a história e a teologia.

Fr. José Moacyr Cadenassi, OFMCap

O lugar para a celebração do Batismo
“Pelo batismo, fomos sepultados com ele em sua morte, para que como Cristo foi ressuscitado dos mortos pela ação gloriosa do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6,4).

É dos Padres da Igreja a comparação da fonte batismal ao útero da mulher, que gera vida; de suas águas transbordam a força santificante e a graça da filiação.

A presença da fonte batismal na igreja é memória permanente do batismo, porta de entrada na vida de Deus e da Mãe Igreja. Ela mesma nos orienta que “principalmente no batistério, a fonte esteja em lugar digno, seja fixa, sempre construída com arte e com material adequado, apresentando limpeza perfeita, e oferecendo, também a possibilidade de servir no caso de imersão de catecúmenos”.

A fonte da capela do batismo do Santuário de Aparecida realça seu significado, é “Fonte da Vida Nova”.

Raquel Tonini R. Schneider
Comissão Arte Sacra e Bens Culturais da Arquidiocese de Vitória, Setor Espaço Celebrativo – CNBB

Ano litúrgico e o ano civil

O ano litúrgico, calendário seguido pela Igreja, contempla a celebração do mistério de Cristo no tempo. Mais do que medir a duração das coisas, a tradição cristã celebra a manifestação de Deus na história para realizar o plano da salvação. Não é apenas o tempo cronológico, é o kairós, o tempo da graça. Diferentemente do calendário civil, que inicia em 1º de janeiro e 31 de dezembro, o calendário litúrgico tem o seu início com o 1º domingo do Advento, tempo que prepara os fiéis para a celebração do nascimento de Jesus, e termina com a solenidade de Cristo Rei. Alguns dias dentro do ano litúrgico, como o Natal, têm a sua data fixa, mas as demais celebrações ocorrem em dias diversificados. A grande referência e centro de todo o ano litúrgico é a celebração da Páscoa. É a partir dela que se determinam todas as demais datas.

Marcus Tullius
Comissão Arquidiocesana de Liturgia

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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