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Manifestações populares da fé

Nas tradicionais festas de Santo Antônio, São João e São Pedro, liturgia, devoções, piedade popular, economia, turismo e cultura formam um conjunto complexo na vida do povo católico e não católico.

Quais são os ensinamentos da Igreja sobre essas festas devocionais? O Diretório sobre piedade popular e Liturgia: princípios e orientações (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, 2001) apresenta luzes a essa questão, dentre as quais se destacam:

1)      As festas dos Santos têm um grande valor para o ser humano – o “dia do Santo” é dia de festa e de alegria, essencial na vida humana. Interrompemos a monotonia e o cansaço do dia a dia, e manifestamos os laços de amizade e de felicidade, fortalecendo as relações familiares e comunitárias.

2)      As devoções e a piedade popular devem ser valorizadas, pois conservam a fé e servem como ponto de partida para amadurecer a fé do povo, desde que promovam o conhecimento da vida dos Santos e estimulem a imitação de suas virtudes. Por isso, precisam ser iluminadas pela Palavra de Deus e pelo Ensinamento do Magistério.

3)   As devoções e a piedade popular precisam conservar os elementos essenciais da fé cristã, tais como, o significado salvífico da Ressurreição de Cristo, o pertencimento à Igreja, a pessoa e a ação do Espírito Santo; respeitar a devida proporção entre a estima e o culto aos Santos e a absoluta soberania de Jesus Cristo e do seu Mistério, incentivar o contato direto com a Sagrada Escritura; estimular a vida sacramental da Igreja e manter distância da superstição e da magia.

Realmente, esses três Santos – verdadeiros ícones da fé cristã – são exemplos a serem seguidos:

São Pedro: primeiro Papa da Igreja, martirizado em 64 d.C., na Colina do Vaticano. Foi constituído como Chefe do Colégio Apostólico pelo próprio Cristo: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja [...] (Mateus 16, 18-19). Homem profundamente religioso e confiante na ação de Deus. Depois de Cristo, é a pessoa mais citada no Novo Testamento (o  nome de Pedro aparece 154 vezes).

São João Batista: no ventre de Isabel exultou de alegria diante da presença do Cristo que estava no ventre de Maria. Indicou o Cordeiro de Deus, batizando-o no Jordão. Pregou a conversão e anunciou Cristo presente no meio da humanidade. Profeta destemido manteve-se fiel até o martírio, pautando-se pela humildade e fidelidade à missão dada por Deus.

Santo Antônio de Pádua (1195-1231): sacerdote e doutor da Igreja, apesar de ter morrido com 36 anos de idade, destacou-se como pregador contra as heresias de sua época. Foi canonizado pelo Papa Gregório IX e reconhecido pela Igreja com o título de doutor pelo Papa Pio XII, em 1946.

Vitor Nunes Rosa
Professor de Filosofia na Faesa

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Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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