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Mãe duas vezes? Várias vezes vovó

Dizem que avó é mãe duas vezes… espera aí, que isto é mais puxão de orelhas que posso aguentar. Brincadeiras à parte, entendo isto muito bem, afinal é muito carinho direcionado aos netos, tanto carinho que às vezes com aquele ciuminho martelando pensamos que com a gente não era assim…

Convenhamos, as vovós ficaram com a parte mais gostosa que são os beijos, abraços e tempo para curtir os netos.

Tempo que ás vezes não tinham para os filhos pela necessidade de trabalhar, cuidar da casa, da educação dos filhos e por aí vai…

É claro que em muitas casas as avós ainda sustentam as famílias criando filhos e netos.

Agora, está muito enganado quem pensa nas vovós como velhinhas que ficam em uma cadeira de balanço fazendo tricô. Nada contra, mas tem muita avó diferente por aí.

Tem a vovó atleta que acorda cedo, toma aquela vitamina reforçada e vai para sua prática esportiva predileta. Tem ciclista, corredora, nadadora, muita avó que faz caminhada, hidroginástica e várias outras atividades.

Tem vovó artista que aproveita a maturidade para realizar sonhos antigos como aprender um instrumento musical, pintar e explorar a criatividade.

Opa! Como assim? E o tempo para os netos?

Ora, acalmem-se netinhos de todo o mundo, o carinho não vai acabar. O que muda é que os afagos irão vir de pessoas cada vez mais felizes, dispostas e com novas histórias para contar.
Afinal, não abrimos mão do direito àquela comidinha que só a vovó sabe fazer, de ouvir histórias super interessantes de tempos bem distantes de nós. Além, é claro, de histórias engraçadas sobre os nossos pais.

Mas não devemos só tirar proveito, não é mesmo? A vovó também precisa de nossa atenção e carinho. Qual foi a última vez que você a levou para passear, visitar amigos, ou almoçar? Assim como gostam de contar histórias elas também gostam de ouvir as nossas e podem ter certeza que elas ficam cheias de orgulho das nossas vitórias, sejam as grandes ou as mais simples.

Participar mais do dia a dia das nossas avós é cultivar lembranças que nos acompanharão por toda a nossa vida e mostrar para os nossos filhos que todos nós iremos envelhecer e merecemos uma vida digna cercada de cuidados, carinho, saúde, e que nas marcas da velhice elas carregam experiências que merecem e devem ser compartilhadas.

Uma dica, não basta amá-las, devemos deixar bem claro para elas o nosso amor com muita demonstração de carinho. Elas merecem, não é mesmo?

Vander Silva 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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