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Livros que ajudam e não são de autoajuda

Quando ouvi pela primeira vez o termo biblioterapia, pensei: “Ah não… livro de autoajuda não”. Só com este pensamento cometi dois preconceitos. Um contra a própria biblioterapia e outro contra os livros de autoajuda.

Biblioterapia não tem nada a ver com livros de autoajuda e sim consiste em obras literárias que podem nos ajudar a superar algumas tribulações. Estes livros podem ser indicados por bibliotecários especializados em biblioterapia, psicólogos, ou por um amigo. Algumas vezes quando lemos algum livro nos identificamos tanto que parece que somos nós a protagonista da obra. Os problemas que os personagens enfrentam e as formas que eles os superam podem ser verdadeiras inspirações para o nosso dia a dia. São bons exemplos que podem nos ajudar, afinal se algumas frases que recebemos através do celular, Facebook ou mesmo em um outdoor podem melhorar nosso dia, imagine uma obra inteira. Quando lemos um livro, nos transportamos para a história e muitas vezes criamos um enredo paralelo onde surgem soluções tanto para a ficção quanto para a nossa vida.

Vamos ler agora algumas dicas de livros que podem mudar a nossa visão sobre muitas coisas e inspirar muitas resoluções:

Inverno na manhã, de Janina Bauman
Em um relato pessoal e tocante, Janina Bauman nos revela as experiências e emoções de uma adolescente de família próspera que sofreu os horrores de ser judia numa terra controlada pelos nazistas. Quando Hitler invadiu a Polônia em 1939, Janina tinha 14 anos. Nos seis anos seguintes ela enfrentou a luta pela vida e os dilemas da adolescência, o medo e a perda da inocência, a fome e as primeiras emoções do amor. A partir de seus diários da época – escondidos durante a guerra e reencontrados intactos após o conflito -, a autora retorna a esses duros anos, apresentando-nos sua família, as amizades surgidas do infortúnio, a fuga do gueto de Varsóvia, a vida em esconderijos. Uma história extraordinária de sobrevivência, coragem e paixão pela vida.

 

O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway
Essa é a história de um homem que convive com a solidão do alto-mar, com seus sonhos e pensamentos, sua luta pela sobrevivência e sua inabalável confiança na vida. Esse é o fio do enredo – fio tenso como o que prende na ponta da linha o grande peixe que acaba de ser pescado – com o qual Hemingway arma uma das mais belas obras da literatura contemporânea. Há 84 dias que Santiago, um velho pescador, não apanhava um único peixe. Por isso já diziam se tratar de um azarento da pior espécie. Mas Santiago possui têmpera de aço, acredita em si mesmo, e parte sozinho para o mar alto, munido da certeza de que, desta vez, será bem-sucedido no seu trabalho.

 

Pollyanna, de Eleanor H. Porter
A pequena Beldingsville, uma típica cidadezinha do início do século XX na Nova Inglaterra, Estados Unidos, nunca mais seria a mesma depois da chegada de Pollyanna, uma órfã de 11 anos que vai morar com a tia, a irascível e angustiada Polly Harrington. Por influência da menina, de uma hora para outra tudo começa a mudar no lugar. Tia Polly aos poucos torna-se uma pessoa melhor, mais amável, e o mesmo acontece com praticamente todos os que conhecem a garota e seu incrível “Jogo do Contente”. Uma otimista incurável, Pollyana não aceita desculpas para a infelicidade e emprenha-se de corpo e alma em ensinar às pessoas o caminho de superar a tristeza.

As sinopses citadas são dos sites: skoob.com.br e saraiva.com.br

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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