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Ilha de Vitória ou Ilha de Santo Antônio

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Conta-nos o escritor José Teixeira de Oliveira, em seu livro – História do Espírito Santo, que a Ilha de Vitória recebeu esse nome após o: “Triunfo alcançado pelos ilhéus a oito de setembro de 1551, sobre os silvícolas, que inspirou o nome de Vitória à povoação fundada na antiga ilha de Santo Antônio com o nome de Vila Nova”. (TEIXEIRA, pág. 66)

Mas, ao relermos o texto com atenção percebemos que o nome inicial da ilha era então Santo Antônio.

Isso porque, depois que Vasco Fernandes Coutinho desembarcou em Vila Velha, os novos habitantes da Capitania saíram a explorar as terras recém adquiridas e, em 13 de junho de 1535, tomaram posse da principal ilha da região. O local recebeu então seu nome em homenagem aos festejos do santo, celebrado nesse dia – Santo Antônio.

A   ilha de Santo Antônio era a maior da região: “Habitável por arte junto ao rio, perto da barra, senhor de pescarias e mariscos sem número. Seus arredores são terra fértil, capaz de grandes canaviais, e engenhos, seus campos amenos, retalhados de rios, e fontes.” (TEIXEIRA, pág. 66)

E, foi doada, em 1537, pelo donatário ao fidalgo português Duarte de Lemos em agradecimento pelo auxílio no combate aos índios da região, que ameaçavam expulsar os novos colonizadores.

O mesmo Duarte de Lemos doou, em 1551, um grande terreno na mesma ilha para que os padres da Companhia de Jesus iniciassem a catequização dos índios bravios. Esse espaço abriga, ainda hoje, o Palácio Anchieta (antigo colégio dos jesuítas).

Já a Capela Santa Luzia, construída na sede da fazenda de Duarte de Lemos, resiste ao tempo e pode ser visitada, ainda hoje, na Cidade Alta, em Vitória.

Diovani Favoreto
Historiadora

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Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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