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Fascismo é...

O fascismo sempre negou a soberania popular, enquanto o nacionalismo populista de hoje reivindica o sucesso eleitoral”. Emilio Gentile

Fascismo é uma ideologia que dá sustentação a um movimento político, profundamente nacionalista e autoritário. Entre suas principais características estão o poder ditatorial, a repressão da oposição e a mobilização da sociedade e de setores conservadores da economia para operar mudanças, na maioria das vezes, de cunho moral e econômico, a partir da política.

Surge de certas demandas sociais reais, mas oferece respostas simplificadoras, que desconhecem a complexidade das relações sociais, culturais, econômicas e políticas e da vida democrática. Seu discurso é marcado pela negação da política e da ideologia, exatamente para ocupar esses espaços com uma prática política e um conjunto ideológico perfilado à extrema-direita. Para ganhar a adesão social, faz uma defesa intransigente de certos valores morais.
O fascismo é marcado pelo desenvolvimento de uma “cidadania militarista”, em que todos os cidadãos devem se envolver no esforço militar contra certas práticas políticas, econômicas, sociais e culturais.

Embora apresentem divergências de pensamento e conduta, os partidos e movimentos fascistas têm em comum várias características: valores de nação e raça prevalecem sobre os valores individuais e culturais, especialmente de defesa das minorias; defesa da propriedade privada acima do direito à vida; nacionalismo extremo; desprezo pela democracia eleitoral e pela liberdade política e econômica; crença numa hierarquia social natural e no domínio das elites; Estado sob o comando de um líder forte ou um governo militarista, capaz de forjar a unidade nacional e manter a ordem e estabilidade sociais.

Para o fascismo, os fins justificam os meios. Por isso, rejeita a afirmação de que a violência é automaticamente negativa por natureza e acredita que a violência, a guerra, o conflito social e cultural e o conflito armado são meios pelos quais se pode chegar ao rejuvenescimento do Estado e da nação.

O movimento fascista ganhou destaque na Europa no começo do século XX, especialmente durante a I Guerra Mundial. Em 1922, ganha espaço com o regime estabelecido por Benito Mussolini na Itália e depois se expande para outros países do continente. Após o fim da 2ª Guerra Mundial (1945), e o apogeu do nazifascismo de Adolf Hítler, poucos partidos e movimentos têm se declarado abertamente fascistas. Os que surgem com ideologias de extrema-direita são denominados neofascistas.

Elson Faxina
Jornalista e professor da UFPR

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Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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