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“Escrever será meu jeito de rezar”

A frase acima foi dita por Dom Luiz Mancilha Vilela à Revista Vitória por ocasião da nomeação do novo Arcebispo para a Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo. Dom Luiz conversou sobre formação, trabalho pastoral, compromisso cristão e também sobre sua nova etapa de vida.

O senhor, certamente, se preparou para este momento desde que escreveu a carta ao Papa Francisco. Agora que o Papa aceitou a renúncia e nomeou o novo Arcebispo para Vitória a razão e o coração estão se entendendo? Qual o sentimento?
A Igreja me disse, agora chega, e eu acho isso a coisa mais natural e até uma atitude sábia da Igreja, que é o bispo aos 75 anos ser convidado a colocar o seu cargo à disposição. Acho que isso é muito sábio porque é a Igreja sempre se renovando, com quadros novos para ouvir os apelos de Deus na atualidade. Em obediência e achando que esse é o caminho, mandei minha carta ao Papa dois meses antes do meu aniversário. Este tempo ficou meio desagradável porque não sabia a hora. Então o meu sentimento é o seguinte: chegou a hora, até que enfim chegou a hora. Quando o Núncio Apostólico comunicou eu disse para ele: louvado seja Deus. Quando ele me falou quem seria o novo Arcebispo, eu disse: louvado seja Deus. Cabe a mim, apenas acolher e estabelecer uma preparação imediata para a entrega de toda a Arquidiocese.

O senhor sente-se desprendido da forma como encaminhou os trabalhos pastorais e a continuidade?
Desprendido?… Bom, eu vim prestar um serviço que a Igreja me pediu, eu não fiz um planejamento … vou fazer isso, vou fazer aquilo…. não, eu vim aqui para dar continuidade ao trabalho de Dom Silvestre e, certamente, na espontaneidade, quem sabe acrescentar isso ou aquilo, essa foi a minha disposição. No aspecto administrativo fizemos aquilo que julgamos que seria o caminho.

Dom Luis _V2E no campo pastoral?
No campo pastoral passei praticamente um ano ouvindo, tomando conhecimento e, percebi em Dom Silvestre o desejo de um Sínodo. Vi que ele tinha razão e foi essa a minha primeira atitude: tentar propor um Sínodo, o que foi muito difícil. Estes anos foram de debates, de conflitos, mas eu agi conforme a minha consciência, na verdade e na justiça. Dom Carlo Furno, o Núncio que me convocou em nome do Papa para ser bispo, recomendou-me: Cuide bem dos padres. E nestes 33 anos de bispo eu procurei cuidar dos padres. Mas se você me perguntar se foi exitoso… eu digo que não, porque nesse sentido eu acho que o clero precisa entender o que é a comunidade presbiteral, isso é fundamental e isso não foi alcançado.

Em Vitória o senhor teve como preocupação cuidar dos padres, dos seminaristas e também ressignificar, o entendimento de Ceb’s, Comunidades Eclesiais de Base. Juntando estas frentes de trabalho evangelizador o sentimento é de dever cumprido?
Por trás desse cuidado dos padres existe uma convicção minha de que se eu formar bem os padres, os leigos vão ganhar com isto, a Igreja vai ganhar com isto. É neste sentido que sempre quis cuidar dos padres, mandar estudar em Roma, não por vaidade, mas para estarem bem preparados para servir melhor à nossa Igreja. O que eu também acho importante nas duas dioceses onde eu vivi é criar um grupo pensante que reflita a Igreja, que ame a Igreja e que faça com que a Igreja preste seu serviço evangelizador. A função do bispo não é estar acima, a função do bispo é ajudar os talentos a aparecerem. Se o padre é inteligente, coloque-se a serviço da Igreja, se tal leigo é capaz que coloque isso a serviço da Igreja, isso é importante e essa preocupação eu tive. Quanto ao conceito de Ceb’s, uma coisa é a associação de bairro, essa comporta todo o tipo de gente e de ideologia e lá cabe também o católico, mas não é uma comunidade eclesial. A Ceb é estrutura onde toda a vida da Igreja acontece: os sacramentos e os carismas. Eu fiz muita força para que esse conceito fosse compreendido, escrevi até um livro sobre isso e publiquei alguns artigos. Agora se deu certo, isso o futuro dirá e algum historiador verá. Acho que caminhamos nesse sentido porque os movimentos estão com muita vida e trabalhando inseridos nas Ceb’s, e estas estão aí também, trabalhando e bem organizadas. Creio que demos passos significativos.

Observei, durante estes anos, a preocupação do senhor com a formação dos seminaristas. Hoje há uma tendência entre os jovens a serem mais conservadores. Como o senhor avalia o trabalho de preparação para o mundo de hoje no seminário?
Cheguei aqui com a convicção de que o seminário é o coração da Igreja. Sem um bom seminário não temos uma Igreja vibrante. Pois bem, eu encontrei aqui cerca de 50 seminaristas, mas havia muito problema. Metade do clero diocesano daqui são padres que vieram de fora. Esta é uma Igreja que ainda está compondo o seu rosto. Espero que daqui a uns 20 anos tenhamos um rosto autêntico da Arquidiocese de Vitória do Espírito Santo e com a ajuda de todos estes que vieram de fora.

E essa tendência conservadora da juventude preocupa?
Isso faz parte da situação atual. Há uma onda de conservadorismo extraordinária no Brasil. Isso tem uma causa, houve um radicalismo, um secularismo de uma parte e aí vem a reação contrária e isso temos que equilibrar. Querer usar batina faz parte dessa onda conservadora, parece que isso seria uma maravilha, mas o seminarista tem que ser formado para a capacidade de análise de si mesmo, da sociedade e dos fatos. Isso é muito importante e ainda não conseguimos. É importante olhar para essas pessoas tocadas pelo conservadorismo e com carinho dizer para elas: olha a Igreja teve um Concílio chamado de Vaticano II quando o Papa João XXIII quis usar uma nova linguagem para o povo do nosso tempo, não queiram voltar ao Pré-Vaticano II. Não que o Pré-Vaticano esteja errado, mas trata-se de uma linguagem nova. A história é dinâmica, a filosofia é dinâmica e nós também temos que ser dinâmicos na nossa leitura da vida que vamos levando. Agora o seminarista que ficar fechadinho, conservador fechado … vou usar uma analogia, vai ser uma ‘mala sem alça’ na Igreja. Em vez de construir ele vai atrapalhar a Igreja no seu caminhar, vai ser um empecilho, um obstáculo. Tem alguns aí que usam a internet e a televisão para manter essa situação e esse é o tipo da ‘mala sem alça’ que está atrapalhando a Igreja no seu caminho porque é a Igreja sempre se renovando na fidelidade. Ela vai às fontes e vai dando respostas de fé à luz da Palavra de Deus diante da realidade que se apresenta. Nós não podemos ficar com outra linguagem, estamos diante da linguagem da informática e quando a pessoa não tem uma posição crítica vai de roldão nesse mundo, é preciso ter uma posição crítica sabendo como usar esse instrumento moderno para o anúncio do Evangelho. Então o nosso seminarista precisa ser formado para uma atitude crítica. Agora isso caberá ao próximo Arcebispo. (risos)

Quando o senhor fala de pensamento crítico, de confronto de ideias faz-me lembrar da recente mudança que fez no IFTAV, criando um Centro de Estudos com possibilidades de outros cursos além da Teologia e Filosofia. Quando o senhor pensa em Centro de Estudos é uma defesa de que os seminaristas convivam com outros pensamentos, outras faculdades?
Sem dúvida. Aquele Centro de Estudos deve ser o coração pulsante e pensante da Igreja. Nós precisamos ser capazes de ouvir o diferente, eu fui formado nas mesmas aulas que marxistas. Ouvir aquele que luta, mas não do mesmo jeito que o nosso, é importante. Saber o que eles estão pensando e ter a possibilidade de dialogar com essas pessoas e aprender junto aquilo que é bom, que é justo. Eu lembro do Papa Paulo VI em uma de suas falas quando disse: “a análise marxista tem coisas boas, porém precisa ter cuidado”. É lógico, precisa ter cuidado, mas analisar uma realidade é uma questão técnica. Agora tem que saber à luz do Evangelho como vamos contribuir para uma sociedade nova, justa e fraterna. Dentro do Centro de Estudos é necessário que haja essa abertura de pensamento e que a gente aprenda. O Centro de Estudos é isso, essa panela que ferve com todos os condimentos e vai dar uma comida boa.

Dom Luiz, 50 anos de padre exercendo o ministério sacerdotal, a missão de bispo, de arcebispo… o senhor passou por várias mudanças da sociedade. O que foi mais difícil se adaptar, que mudança social dificultou mais o exercício de sua missão?
Olha eu fui para o seminário com nove anos e agradeço o dom Vitor Tiebeek, que era nosso reitor, que nos tirou daquele fechamento e nos colocou no colégio, misturados com as turmas de fora e isto naquele tempo era um absurdo. Em 1958 era algo impensável, fazíamos todas as matérias no colégio e acrescentávamos latim, grego e tudo que era próprio do seminário, mas dialogando junto com eles, jogando bola junto com eles e isso para mim foi muito bom porque já abriu a cabeça da gente. Depois o fato de estudar na PUC, em BH com professores muito competentes foi muito bom porque abriu a cabeça da gente e nos ensinou a fazer uma leitura da realidade no diálogo com o mundo e num tempo muito difícil, o tempo do Golpe Militar quando nós todos fomos fichados e passamos muitas dificuldades, mas com aquele espírito formado, sabendo por onde devíamos caminhar.

Ao tornar-se emérito a vida do senhor fica semelhante à de um aposentado, isto é, sem responsabilidades no governo da Igreja e, certamente, terá mais tempo livre. Hoje quando as pessoas se aposentam, por conta da expectativa de vida, elas querem fazer algo que não conseguiram realizar durante sua vida ativa no mundo do trabalho. O que o senhor não fez e gostaria de fazer?
Eu penso muito diferente do que muitos colegas bispos pensam quando dizem: “eu vou fazer isto, vou cuidar daquilo etc…”. Não se trata disso, a Igreja me confiou uma tarefa para fazer aquilo que pudesse, agora a Igreja me quer noutra parte. Eu entendo que como pessoa idosa, a minha tarefa, talvez a mais importante, é o despojamento, é a tarefa da oração, não tenho outra tarefa. E me colocar disponível, se por acaso o Arcebispo quiser que eu faça alguma coisa para ele. O meu tempo passou, a Igreja me deu outra missão agora. O mais importante será a dimensão do ser orante e reparador, pedir perdão pelos pecados da Igreja, dos meus pecados, no sentido de contribuir para a santidade da Igreja e minha.

DSC01135_PAE no nível pessoal? O senhor entrou no seminário com 9 anos e ano que vem vai fazer 77, tem alguma coisa que o senhor gostaria de ter feito e não fez?
Não há uma frustração que eu tenha que fazer de alguma maneira. Eu vejo que na minha caminhada alguma coisa aflorou e talvez eu possa desenvolver. Você sabe que eu gosto de escrever um pouco. Talvez eu possa escrever alguma coisa, quem sabe meditando o Evangelho, talvez alguma coisa nesse sentido. Não sei se vou publicar, mas escrever será meu jeito de rezar.

Desde que se tornou bispo o senhor se dedicou a cuidar dos padres. Neste momento de saída o que o senhor diz ou recomenda para eles?
Eu gostaria de dizer que no exercício do meu episcopado aprendi de maneira bem concreta, algo na vida que é a dinâmica da cruz. Então o que eu posso dizer aos padres é o seguinte; antigamente falava-se que sacerdócio é cruz e martírio, muitos padres antigos gostavam de falar isto, ora o padre tem uma missão de Cristo e a missão de Cristo não é aquela de estrela, a missão de Cristo é aquela do despojado, do pregado na cruz, do anúncio corajoso, da coerência, da paixão pelo Pai misericordioso. O padre tem que ser um mistagogo, um homem do Mistério. Não é um técnico, ele pode saber como se dirige uma paróquia, pode saber como se dirige uma comunidade, mas isto não basta. Técnico é o primeiro degrau, ele tem que entrar no outro degrau que é o do Mistério. Precisa ser um místico, um místico na ação. Não é que ele tem que ficar fechado na sacristia. Ele tem que ser o místico lutando pela justiça, o místico atendendo aos pobres. O que alimenta a vida sacerdotal não é você ser um bom cantor, não é você ser um homem que fala bem, um bom professor… É ser um homem imbuído do Espírito de Deus, alegre, mas sem perder essa interioridade.

Eu ouvi várias vezes em ordenações sacerdotais o senhor pedir ao padre que ele seja santo. Como é que o seminarista inicia esse caminho para a santidade?
Aprendendo a ser discípulo. A primeira coisa que ele tem que entender é o que é ser discípulo. Discípulo é aluno. Aluno de quem? Aluno de Jesus Cristo, aluno de Nossa Senhora. Nossa Senhora é a primeira discípula que nos ensina a ser discípulos. Há toda uma metodologia do seguimento de Jesus. Sobre isso talvez eu possa escrever mais tarde. É todo um seguimento da pessoa de Jesus e, internalizar isso. Uma coisa é você falar que Jesus é bom e outra é você experimentar que Jesus é bom no seu coração. Internalizar a Palavra de Deus. O discípulo, aprende, assimila e vai fazendo aquele processo da vaca. Você sabe como é o processo da vaca? A vaca vai pegando um montão de capim e depois ela para e começa a remoer aquilo. Por isso que em latim oração é ruminatio dei, ficar ruminando as coisas de Deus, internalizando o mistério do amor de Deus que ele percebe no seu dia a dia. Então, o seminarista tem que entrar nessa metodologia. Não é só saber, ele tem que estudar bem, tem que ser um homem intelectual, tem que ser um homem de cultura, mas imbuído do espírito de Deus. Ser capaz de diálogo com o ateu, com o intelectual, sem se impor, mas sendo uma presença que signifique. Eu gostaria que os formadores usassem um método antigo do tempo da Ação Católica: ver a realidade à luz da Palavra de Deus, ver qual o compromisso que ele tem diante disso e o que Deus está pedindo dele e da comunidade, aí sim, ele vai se convertendo. O seminarista tem que ser um convertido e o seminário é o lugar da conversão.

A insistência do senhor com o trabalho nos Círculos Bíblicos e Leitura Orante da Bíblia vai nessa mesma linha com relação aos leigos?
Sem dúvida alguma. A Palavra de Deus nos educa, nos forma na justiça, nos forma na caridade, o aluno só será discípulo se internalizar a Palavra de Deus.

O que o recomenda ao povo, aos fiéis da Arquidiocese?
Empenhem-se em ser santos cada um no seu estilo de vida, ouvindo a Palavra de Deus e praticando. Por isso, o Círculo Bíblico é importante. A Eucaristia diária se for possível, a Eucaristia é sustento e remédio para o discípulo de Cristo. Não foi à toa que Jesus instituiu o sacramento da eucaristia, a missa, é porque nesta nossa caminhada, nós somos pecadores perdoados então todos vão ter força e sustento na Palavra proclamada e na Palavra que é alimento, Jesus. É isso que desejo a todos, porque é a partir daí que a gente vai ter uma família santa, vamos exercer bem a nossa profissão… Está na hora da gente fazer da nossa profissão um instrumento de evangelização e um caminho de santidade. Ser santo
não é só ficar lá dentro da Igreja, é ser um bom profissional naquilo que estiver exercendo, se for médico, se for lixeiro, seja lá o que for. Homens e mulheres de Deus nestes lugares, é isso que precisamos.

E à sociedade capixaba o que o senhor diria neste momento?
Os católicos capixabas são marianos, todos muito devotos de Nossa Senhora, primeiramente eu recomendaria isso: muita devoção a Nossa Senhora, procurem aprender dela a ouvir a Palavra de Deus e colocar em prática. É a partir dessa abertura à Palavra de Deus que nós aprendamos o seguinte: que o amor é o imperativo da vida do cristão. Não dá para você querer armas e dizer que é cristão. Se você carrega um revólver você tem possibilidade de matar e tem possibilidade de morrer e nenhuma das duas coisas é vontade de Deus. Você tem que carregar é amor no seu coração. Ser gente boa e contribuir para um mundo melhor, acho que esse é o grande desafio da sociedade capixaba. Somos todos diferentes, mas uma coisa pode nos unir mesmo sendo diferentes: a lei do amor, querer bem ao nosso próximo, respeitar o diferente. Nós temos que saber aceitar o diferente, mas o diferente também deve saber aceitar o que a Igreja propõe. A Igreja propõe um caminho e esse caminho tem que ser respeitado por todos os que pensam diferente.

Acabamos de sair de uma eleição. O senhor tem expectativa para o estado do Espírito Santo e para o Brasil?
Em primeiro lugar parabéns aos vencedores. A maioria quis este governo, muito bem. Eu tenho minha preocupação no sentido da violência. Houve muita pregação sobre licença para porte de armas, isso vai dar muito dinheiro para os interessados, mas vai ter também muita morte em nosso meio. Isso me preocupa porque precisamos trabalhar pela família, a que está na favela e a que está nos palácios, todos são chamados para uma vida nova em Cristo Jesus. E a vida nova em Cristo Jesus é amor, paz, justiça e não de agressão. Porte de arma é um risco para a nossa sociedade. Veja o Rio de Janeiro como está… isso tende a piorar… não é com invasão do exército que se vai resolver esse problema. Então, eu acredito no amor, somente no amor, na misericórdia, na justiça social aí sim nós teremos uma sociedade pacífica. De contrário haverá muito violência e a que aí está poderá aumentar. Este é o meu receio, mas eu rezo a Deus para esse pessoal não leve pra frente o que pregou, que eles se aproveitem desta oportunidade para tornar o Brasil melhor.

Como o senhor vai ter mais tempo para oração e se propõe a cultivar esse lado, esse pode ser seu compromisso com a sociedade capixaba, rezar por essa realidade?
Sem dúvida alguma. Eu falo em amor e atitude reparadora, atitude reparadora é orar no lugar daqueles que não oram, rezar para que todos sejam pacíficos, isso é compromisso da vida espiritual da gente, nossa cidade precisa muito da reparação, isto é, alguém que esteja orando já que outros não estão para que aqueles outros se salvem conosco e juntos com Jesus. Assim estaremos participando da oração reparadora de Jesus, Ele é o grande reparador, a gente apenas vai dando os passos nos passos de Jesus, Ele é quem repara, a gente quer colaborar com Ele.

Que Deus abençoe a todos e me perdoem por alguma palavra firme que eu tenha falado e tenha desagradado. Procurei ser sempre muito verdadeiro, mas saibam que eu quero bem a todos, rezo por todos e peço que Deus abençoe a todos.

Maria da Luz Fernandes
Jornalista

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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