buscar
por

É só pedir a Santo Antônio...

santo antonio

Considerado um dos santos mais populares da Igreja Católica, Santo Antônio de Lisboa, nasceu na capital portuguesa, em 1195, e se chamava, na verdade, Fernando. Celebrado em 13 de junho, o santo possui uma lista vasta de atribuições dadas pelo povo: seus pães ajudam na garantia de fartura em casa, o responsório em caso de algo perdido é considerado infalível e, a mais conhecida, a de santo casamenteiro.

A tradição e os costumes fizeram com que uma série de crenças rompessem a barreira do tempo e chegassem aos dias atuais. Entre elas a que conta que uma jovem pobre pediu a benção do então Frei Antônio porque não conseguia se casar por conta da condição financeira. Era prática na época que os pais da noiva pagassem uma espécie de “dote”. Passados alguns dias, a mulher recebeu em casa tudo aquilo que precisava e conseguiu se casar.

O padre Roberto Camillato, pároco em Santo Antônio e reitor do Santuário-Basílica, em Vitória não confirma a história. “O único registro histórico era de que tendo conhecido esta realidade da época, ele passou a se posicionar contra o costume, o que facilitou com que as noivas pudessem se casar sem essa condição.”

Alheia às tradições, quem deposita toda a fé no santo é uma moradora de Vitória, que preferiu não se identificar, mas acredita na intercessão do santo. “A fé é muito importante, primordial. Sempre que me ajoelho, agradeço a Santo Antônio pela minha saúde, é a maior graça. E eu estou com muita saúde. O resto, com trabalho, a gente consegue.”

E ela repete um costume do santo: no dia 13 de junho, distribui os tradicionais pães. Quem também fala dessa fé é a coordenadora da comunidade dedicada ao santo, na Paróquia do Bom Pastor, em Campo Grande, Isolina Tibério. “Na procissão muitas pessoas ajudam a carregar o andor do santo como forma de agradecimento por graças alcançadas.”

Para ela a marca de Santo Antônio persiste no carisma da comunidade: “A exemplo do santo, sempre buscamos ajudar a quem precisa. Toda nossa caminhada de 41 anos foi baseada no trabalho social”, finalizou.

Antônio morreu cedo, aos 36 anos, e foi canonizado pelo papa Gregório IX, em 1232 e de lá pra cá, as histórias cruzaram o Atlântico e a devoção ao santo só aumenta e enche, aqui no Brasil, as Igrejas dedicadas ao santo português.

No bojo das tradições e na busca por um companheiro/a, as pessoas passaram a “negociar” com o religioso o tão sonhado casamento e quando não conseguem, o “castigam” de diversas formas. Umas delas é colocar o santo de cabeça para baixo, dentro da água. Segundo o padre Roberto Camillato “são tradições do folclore, mas não há nenhuma relação com a vida do santo”.

Pão de Santo Antônio

Antônio certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do convento em que vivia. O frade padeiro foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar em que os tinha deixado. Quando retornou, viu, sem entender, que os cestos transbordavam de pão. Até hoje na devoção popular o “pãozinho de Santo Antônio” é colocado, pelos fiéis nos sacos de farinha, arroz ou outros mantimentos com a fé de que, assim, nunca lhes faltará o que comer. Só na comunidade dedicada ao santo, na Paróquia do Bom Pastor, cerca de 700 a 800 pães serão distribuídos nas comemorações deste ano.

NA ARQUIDIOCESE DE VITÓRIA, UMA PARÓQUIA E 28 COMUNIDADES SÃO DEDICADAS AO SANTO.

SANTO ANTÔNIO NAS COMUNIDADES

ÁREA VITÓRIA

Comunidades nos bairros Santo Antônio e Mata da Praia

ÁREA VILA VELHA

Comunidades nos bairros Brisa do Mar, Vale Encantado, Riviera da Barra e Praia da Costa.

ÁREA SERRA

Comunidades nos bairros Mata da Serra, Morada de Laranjeiras, Bicanga e Cidade Continental (Setor América)

ÁREA SERRANA

Comunidades nos bairros Fazenda Guandu e Ribeirão da Costa (Afonso Claudio), Vitor Hugo (Marechal Floriano), Garrafão Gonçalves (Santa Maria de Jetibá), Lajinha (Pedra Azul), Mangaraí e Santo Antonio (Santa Leopoldina)

ÁREA CARIACICA-VIANA

Comunidades nos bairros Cruzeiro do Sul, Itacibá, Porto Novo, Santo Antônio (Cariacica-Sede), Universal e Perobas (Viana)

ÁREA BENEVENTE

Comunidades em Cachoeirinha, Santo Antônio do Ribeirão e Santo Antônio Ibitiruí (Alfredo Chaves), Buenos Aires e Félix (Guarapari)

Gilliard Zuque

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS