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É preciso cuidar!

“Deus os abençoou, e lhes disse: Sejam férteis e multipliquem-se! Encham e subjuguem a terra! Dominem sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se movem pela terra”. (Gênesis 1.28). “Tomou, pois, o Senhor Deus o homem, e o pôs no jardim do Éden para o lavrar e guardar”.  (Gênesis 2.15)

Deus disse isso a Adão e Eva depois de tê-los criado: que gerassem filhos e enchessem a terra com seus descendentes. Mas logo depois os levou a um jardim, onde deveriam trabalhar e cuidar, ou seja, preservar.

Concordamos que a primeira parte de Gênesis se cumpre fielmente, pois os seres humanos se multiplicaram em muitos bilhões de pessoas. De acordo com o relatório “Perspectivas da População Mundial: A Revisão de 2015”, da Organização das Nações Unidas (ONU), a atual população mundial de 7,3 bilhões de pessoas vai alcançar a marca de 8,5 bilhões até 2030.

Mas e a parte do “cuidar”, do “guardar”? Principalmente a partir das décadas de 60 e 70, com os processos acelerados de industrialização, o aumento da demanda por matérias primas e o crescimento das cidades, vimos os recursos naturais se exaurirem, nossas florestas se reduzirem e nossa fauna, encurralada em espaços cada vez menores e muitas de suas espécies desaparecerem ou serem ameaçadas de extinção.

Por isto, chegamos aos dias atuais com graves problemas ambientais e as mudanças climáticas nos castigando. Nos centros urbanos, avançamos com nossas casas cada vez mais para as poucas áreas e reservas ambientais, ou construímos estradas que cortam visceralmente esses santuários, como é o caso da BR 101 na Reserva de Sooretama, no norte do Espírito Santo, onde animais constantemente são vítimas dos veículos que por ali trafegam.

Para nós, que moramos no Bairro Barra do Jucu, em Vila Velha, próximo à Reserva de Jacarenema, foz do Rio Jucu, Morro da Concha, Praia do Barrão, nos deparamos constantemente com animais silvestres em nossos quintais. São jiboias, saguis, gambás, porcos-espinhos, goiamuns. Até na praia nos deparamos com visitas constantes de tartarugas marinhas. É a vida silvestre que clama por seus espaços.

Estas espécies tinham, aqui e por todo o planeta, seus habitats amplos e hoje se encontram segregados a pequenas áreas de proteção ambiental. Algumas também ameaçadas pela especulação imobiliária. É possível conviver com esses espaços ambientais e essa fauna que diariamente chegam a nossos quintais? Eu defendo que sim, pois somos nós os invasores de suas casas.

O primeiro passo é garantir a sua segurança. Se possível isolá-los ou colocá-los em caixas que não os machuquem. Outra orientação é não alimentá-los para que não corram riscos. Depois chamar os órgãos ambientais responsáveis pelo manejo correto dessas espécies, como a Polícia Ambiental, o IBAMA (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente) ou organizações ambientais que atuam nesta área.

Mas lembre-se: animais silvestres são difíceis de serem mantidos em casa e nunca devem ser retirados da natureza: isto é crime inafiançável. Caso você queira um animal diferente de estimação, procure um criatório comercial registrado no IBAMA, vá até o local, confira a forma que os reprodutores e os filhotes são mantidos. Caso tudo esteja em ordem e o bem-estar animal seja um assunto de preocupação com o proprietário do criatório, faça a aquisição do seu animal de forma legal.

Cláudio Vereza
Jornalista e ex-deputado estadual

Serviços

Polícia Ambiental no Espírito Santo
Telefone: (027) 3636-1650 – E-mail: denunciasbpma@gmail.com

Ibama – ES
Av. Mal. Mascarenhas de Moraes, 2487 – Bento Ferreira – Vitória
ES – CEP 29050-625 – Telefone: (27) 3089-1151

ORCA(Organização Consciência Ambiental)
Av. São Paulo, 23 – Vila Velha – Tels.: 3329-4208 / 9961-6340

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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