buscar
por

Destaques da 53ª Assembleia dos Bispos do Brasil

Destaques da 53ª Assembleia dos Bispos do Brasil

De 15 a 24 de abril, os bispos do Brasil estiveram reunidos em Assembleia. Na ocasião, foi eleita a nova presidência da CNBB, que agora tem como presidente, Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF), como vice-presidente, o arcebispo de Salvador (BA) e primaz do Brasil, dom Murilo Sebastião Krieger, e o cargo de secretário-geral permanece com Dom Leonardo Steiner, bispo auxiliar de Brasília, após a sua reeleição.

Também foram eleitos os presidentes das doze Comissões Episcopais de Pastoral e os representantes da CNBB no Sínodo dos Bispos sobre a Família, que acontece no Vaticano, de 4 a 25 de outubro. Os membros escolhidos foram Dom Sérgio da Rocha, o bispo de Camaçari (BA), dom João Carlos Petrini, o arcebispo de Mariana (MG), dom Geraldo Lyrio Rocha, e o arcebispo de São Paulo (SP), cardeal Odilo Pedro Scherer.

Entre os assuntos tratados durante a Assembleia, a reforma política foi destacada. Em nota sobre o momento nacional, que partiu da análise apreensiva do episcopado diante da realidade brasileira, os bispos afirmam que entre os caminhos de solução para os problemas vividos, é necessária uma Reforma Política que atinja as entranhas do sistema político brasileiro. De acordo com a carta, “apartidária, a proposta da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas, da qual a CNBB é signatária, se coloca nessa direção”.

A nota aponta ainda que projetos de lei e outras discussões surgidas em Brasília com o objetivo de retomar o crescimento do país, como sobre a terceirização do trabalho, a redução da maioridade penal, o Estatuto do Desarmamento e ainda a questão da demarcação das terras indígenas, precisam ser feitos sem levar prejuízo à população, aos trabalhadores e, principalmente, aos mais pobres.

Para a CNBB, “o momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise”.

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS