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Desatando nós

Alguma vez você já sentiu aquele aperto no coração? Aquele sentimento como se tivesse um nó no peito, algo que nos atinge tanto física quanto emocionalmente?

Em nosso cotidiano enfrentamos uma série de desafios e por incrível que pareça acabamos por dar conta. Assim os dias começam a caminhar cada vez mais rápido, de repente a semana já acabou, o mês já passou e pasme… já estamos em junho, se piscar o olho o ano acaba.

Nesta pressa não temos tempo para comemorar as nossas vitórias diárias. Não comemoramos as conquistas dos nossos filhos, o nosso trabalho bem realizado, a harmonia da nossa relação familiar… esquecemos até mesmo de celebrar a nossa boa saúde. Já a doença é sempre lembrada.

Mas, e quando alguma coisa dá errada? Do nada e com tudo parece que o chão se abre, aquele pequeno problema parece uma bola de neve que rola por todo o nosso dia e passa a transformar o que está certo em errado e esta bola só aumenta e arrasa tudo que está no caminho.

A partir daí nada presta, as horas se arrastam, a semana não acaba e ainda estamos em junho! O sentimento é de que está tudo errado, nossos filhos estão impossíveis, não aguentamos mais o nosso emprego e em casa o clima fica péssimo. É como se o mundo estivesse de cabeça para baixo.

Aí vem aquele aperto no peito. É o coração? Depressão? É um nó, uma tristeza que, como uma erva daninha, vai tomando conta do nosso interior e consome a nossa alegria. Surgem as gerações Prozac, Lexotan, Rivotril e por aí vai…

Este nó pode surgir de várias maneiras: uma crítica no trabalho, uma resposta mal dada ou mal recebida em casa, uma doença que atinge quem amamos. Nesta linha que é a vida vamos nos deparar com muitos nós. E como podemos resolver isto? Uma personagem de uma novela atual diz que “tudo que acontece de errado é para melhorar”, mas melhorar como? Qual a nossa parte nisto tudo?

Em primeiro lugar vamos assumir a nossa responsabilidade de desatarmos os nossos nós. Claro que é bem melhor fazermos isto acompanhados pelos nossos amigos, pela família e pela nossa fé.

Não devemos nos apegar somente ao que está errado. Às vezes nos deprimimos tanto em volta de um problema que esquecemos de tudo de bom que está ao nosso redor. O trabalho hoje não foi bom? Que tal aquele aconchego da família para se sentir acolhido e protegido? Aí você pode adquirir a força necessária para ir trabalhar no dia seguinte de cabeça erguida.

Se o seu nó no peito é resultado de uma saudade, por exemplo, pegue o telefone, faça uma visita. Se isto não é possível lembre dos bons momentos e transforme este sentimento em uma saudade gostosa.

Não podemos valorizar demais os nós. Vamos valorizar o que temos de bom, o nó a gente desata.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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