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dom-pauloss-300x203No espírito dos 60 anos de caminhada de fé, eu Dom Paulo Bosi Dal´Bó, num espírito de comunhão e unidade, em nome de todos os que fizeram e fazem parte da história desta abençoada Diocese de São Mateus, desmembrada da antiga Diocese do Espírito Santo, agradecemos ao Senhor da messe, as inúmeras bênçãos e graças derramadas ao longo desses anos. Agradecemos também a atual Arquidiocese de Vitória-ES, na pessoa de Dom Luis Mancilha Vilela, Arcebispo Metropolitano, por todas as sementes do Reino lançadas abundantemente em nossa amada terra diocesana.

Muitas são as virtudes que recebemos “como herança” e outras são próprias da Diocese de São Mateus a ressaltar: as dicas pastorais e de organização, que num primeiro momento foram tão necessárias para fazer caminhar a nova Diocese.

Destacamos também a “opção preferencial pelos pobres”, assumida por nossa Diocese e plasmada nas palavras do saudoso Dom João Batista da Mota e Albuquerque, quando disse alto e em bom tom: “só o povo, salva o povo”. Ainda, a opção pelas “Comunidades Eclesiais de Base” (CEBs), fortemente incentivada pelo Bispo Auxiliar Dom Luis Gonzaga Fernandes e que nossa Diocese assumiu como “seu verdadeiro rosto de Igreja”, com comunidades mais participativas, superando o esquema “de diretorias” para aderir ao atual esquema de Conselhos.

A criação de um Centro de Formação para leigos também veio da inspiração da Arquidiocese. Ainda é louvável destacar que o Cursilho de Cristiandade chegou também na Diocese por recomendação de Dom João Batista, chegando ele próprio a participar conosco naquela época, sendo que não houve continuidade. O Cursilho foi retomado em 2010 e continua organizado até os dias atuais. A criação da Cáritas diocesana, que muito caminhou. No início parecia estar mais voltada para o assistencialismo. Hoje ela continua, porém fortemente enraizada num trabalho de promoção e libertação, chegando com esta mentalidade praticamente em quase todas as paróquias de nossa Diocese. Também foi inspiração da antiga Diocese do Espirito Santo, a criação de um folheto litúrgico para as celebrações do “culto” em todas as comunidades e que até hoje continua sendo usado pelas 721 comunidades que compõe a nossa Igreja Particular de São Mateus. Outro marco forte no período dos 60 anos de caminhada de fé em nossa Diocese, foi a criação do Seminário Diocesano; a interação com a Arquidiocese na festa de Nossa Senhora da Penha; a criação do Mosteiro das Beneditinas e a iniciativa das Leigas Consagradas. Houve ainda nossa interação e participação nos encontros nacionais de Comunidade Eclesiais de Base (CEBs), com um esfriamento posterior devido ao caráter que esses encontros foram adquirindo.

Com toda esta riqueza, fica bem claro que nossa Diocese de São Mateus é filha da Arquidiocese de Vitória e a ela devemos nossa existência. Hoje só temos a agradecer a Deus e a esta Igreja Mãe. Deus seja louvado por esta solene dádiva! Parabéns!

Que a Virgem Mãe das Alegrias e São Mateus intercedam a Deus por todos nós, para que juntos enquanto Igreja do Estado do Espírito Santo, caminhemos cada vez mais unidos.

Dom Paulo Bosi Dal´Bó
Bispo da Diocese de São Mateus

dom darioA Diocese de Cachoeiro de Itapemirim foi desmembrada da Diocese do Espírito Santo, hoje Arquidiocese de Vitória, em 1958. Isso ocorreu devida à necessidade de presença eclesial num território tão vasto quanto o da recém-criada Diocese. Em sua criação, a nova Diocese foi formada por dezoito Paróquias, dentre elas a mais antiga de todas, a de Nossa Senhora do Amparo, em Itapemirim, marco da colonização e evangelização de toda a região do sul do Espírito Santo.

Os desafios dos primeiros passos foram sentidos, visto que se tratava de uma região em desenvolvimento, com poucos sacerdotes e uma zona rural de difícil acesso. É necessário ressaltar o heroísmo e pioneirismo de toda a Diocese nascente, algo que foi sustentado pela experiência anterior, quando ainda a Diocese estava unida à Diocese do Espírito Santo. De fato, a preocupação do novo bispo, do clero e de todo o povo era a de dar continuidade ao caminho até então percorrido, seja no cuidado em sustentar a fé, seja na atenção dada às muitas necessidades que se apresentavam.

Durante os primeiros passos e, ainda hoje, é possível sentir a unidade e a colaboração mútua existente entre a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim e a então Diocese do Espírito Santo, hoje Arquidiocese de Vitória. A Diocese de Cachoeiro nunca perdeu as suas raízes, reconhecendo o fato de que foi gerada e sustentada, em seus primeiros passos, pela então Diocese do Espírito Santo. Algo que com o tempo foi se tornando motivo para a manutenção dos vínculos e para a criação de espaços novos e significativos de Comunhão e Participação da vida eclesial de ambas as Dioceses. Algo que se dá na partilha das alegrias e conquistas, bem como, na presença solidária e atenta diante dos mais diversos desafios da Ação Evangelizadora e Missionária, como uma só Igreja em Saída, a exemplo do que nos pede o Papa Francisco.

Dom Dario Campos, ofm
Bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim

 

Dom Paulo Bosi Dal’Bó
Foi nomeado bispo para a Diocese de São Mateus no dia 21 de outubro de 2015.
Ordenação episcopal: 12 de dezembro de 2015

Dom Dario Campos, ofm
Foi nomeado bispo coadjutor de Araçuaí no dia 05 de julho de 2000.
Ordenação episcopal: 26 de setembro de 2000.
Tornou-se bispo diocesano de Araçuaí em 08 de agosto de 2001.
Foi nomeado bispo para a Diocese de Cachoeiro de Itapemirim no dia 27 de abril de 2011.

 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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