buscar
por

Circo Teatro Capixaba

“Velha tradição vitoriense dizia que, quando chegava circo a Vitória, chovia”. Isso nos conta Renato Pacheco.

O mesmo autor assim descrevia essa manifestação artística: “Anfiteatro circular, sob a cobertura de lona desmontável, tendo no centro a arena para espetáculos de variedades… Teatro itinerante”.

No estado do Espírito Santo, quando o carro de som percorria as ruas convidando o “Respeitável Público” para as apresentações (no globo da morte, trapezistas, domador de leões ou contorcionistas) era um evento concorrido para os moradores das localidades mais remotas do interior do nosso Estado.

A tradição da profissão circense (passada de pai para filho) onde a família toda participava da montagem dos espetáculos, nos trouxe grandes e encantadores artistas. Nesse caso, presenciamos gerações de palhaços e suas furrecas e calhambeques barulhentos.

Hoje, na era digital, quando o cinema e a televisão oferecem às crianças um espetáculo de cores mais brilhantes, e assustadoramente próximas do real, o circo coberto de lona dá sinais agonizantes, enquanto se apresentam em terrenos baldios das periferias da Grande Vitória.

Mas, se esperamos pela extinção dessa nobre arte estamos olhando para o lado errado da história. Toda arte renasce e se reinventa de maneira dinâmica e ativa.

Os novos profissionais das artes circenses, sem uma lona para velar por seu ofício, se reinventam e renovam. Mas agora ganham os saguões de shoppings, as festas de ruas e as praças públicas para uma nova apresentação do teatro, misturado ao malabarismo, palhaçaria, contorcionismo…

Na eterna magia do espetáculo que nunca morre!

Diovani Favoreto
Historiadora 

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

Mais posts do autor

COMENTÁRIOS