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Capoeira

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Muito recentemente o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – IPHAN/ES – iniciou, no Espírito Santo, um trabalho de identificação da capoeira como bem cultural imaterial dos capixabas. Nesse Inventário Nacional das Referências Culturais Brasileiras – INRC – serão mapeadas as principais características dos grupos de capoeiristas presentes em nosso Estado e suas particularidades.

Esse jogo de ataque e defesa está presente no Brasil desde os primeiros anos da colonização, quando foi introduzido aqui pelos negros provenientes da região de Angola.

A coreografia do capoeirista conhecida como “meia-lua, rasteira tesoura, rabo de arraia, chibata ou raspas” é embalada pelo som de instrumentos musicais que envolvem os ouvintes tanto física quanto visualmente.

Para essa prática, o conjunto de instrumentos mais utilizado durante o jogo é composto pelo berimbau, pandeiro, ganzá, agogô, adufe e atabaque. Destes, o que mais se destaque é, sem dúvida, o berimbau (datado do século III A.C.) que dita o ritmo da roda e transforma essa luta em dança rítmica. Inclusive, em alguns momentos, esse mesmo ritmo pode também ser seguido por cantos e rimas.

Seus movimentos sincronizados hoje já não representam mais a dança guerreira de defesa pessoal dos antepassados, virou divertimento, com batidas que incentivam as crianças a praticarem esportes.

A capoeira se popularizou como exercício esportivo e opção para a prática de atividades físicas, extrapolando assim sua matriz africana. E seus movimentos, cantos e instrumentos musicais podem ser vistos nos morros de Vitória, nas academias de ginástica norte-americanas ou no Largo do Chafariz do Sítio Histórico de São Mateus.

Diovani Favoreto

Historiadora

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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