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Aprendizados e experiência com a robótica na Ufes

Proporcionar a troca de saberes, o aprendizado de novas técnicas e o trabalho em equipe, visando a formação para a vida e para o mercado de trabalho é o que move os alunos de Engenharia da Universidade Federal do Espírito Santo a ingressarem no Laboratório de Robótica. É nesse espaço que desenvolvem suas aptidões, descobrem seus talentos e participam de competições nacionais e internacionais. Os alunos Yan Marins, Guilherme Baldo, Aron de Araújo, Esthevão Vervloet e André Seidel, que formam a atual equipe do Laboratório, conquistaram o 3º lugar na Latin American Robotic Competition (LARC), quando competiram com outras 30 equipes de universidades dos países da América Latina neste ano.

Para os estudantes, as competições proporcionam novas amizades, trocas diversas de conhecimento e até parcerias. “A gente começa a unir as universidades de todo o Brasil para o desenvolvimento de projetos juntos, aliando as aptidões e pontos fortes de cada equipe e de cada local. Estamos até estudando nos juntarmos com a Federal de São João Del Rey para participarmos de uma competição”, contou Aron.

Segundo a professora coordenadora, Carmen Faria dos Santos, o Laboratório busca estimular nos alunos o interesse pela vida acadêmica e ampliar a visão de mundo para um futuro promissor. “Os alunos chegam empolgados na universidade, então precisamos estimular isso. Nós trabalhamos em equipe, todos devem opinar, participar e crescer juntos. É um trabalho muito gratificante em acompanhar onde eles conseguem chegar e como eles se apropriam do conhecimento adquirido”.

Além de participar das competições, os alunos ministram oficinas de robótica para a comunidade e para escolas públicas. Foi em uma dessas visitas que Yan e Esthevão, que já eram amigos, tiveram o interesse pela robótica aumentado. “Na escola ouvimos sobre o projeto e buscamos conhecer melhor. Começamos a participar de uma competição na escola, ficamos bem classificados e fomos chamados para um mini curso, conhecer a Ufes e conhecer o projeto. O tempo passou e reencontrei o Yan na Engenharia e, junto com outros alunos que também se interessavam pela robótica, formamos essa equipe e estamos desde o início desse ano”.

A equipe formada coloca em prática o aprendizado adquirido, são responsáveis por desenvolver os projetos e criar os robôs, e com isso, adquirem uma base técnica para aplicar o conhecimento e também humana ao priorizar o relacionamento da equipe para o andamento dos trabalhos. “Ao nos depararmos com qualquer situação, logo já precisamos criar estratégias e fazer uma análise de problema para desenvolver o que foi pedido, e nesse momento já começamos a perceber os erros; percebendo os erros, precisamos otimizar o trabalho para fazer uma produção mais rápida, e aí vem a divisão de tarefas. Mesmo que para uma competição, nós passamos por todas essas etapas: criação, estratégia, otimizar a montagem, exercitar a programação”, contou Esthevão.

Todo o processo é acompanhado pela professora Carmen, que ressalta o crescimento dos alunos durante o desenvolvimento de uma ideia, e como isso contribui para o amadurecimento profissional. “Na robótica educacional a gente visa o processo, reconhecer o erro e entender porque a ideia inicial não funcionaria. Isso vai dando uma autonomia para eles e no meio das explicações e conversas o próprio aluno já consegue perceber coisas novas. É um amadurecimento muito grande. A competição e a vontade de vencer são importantes, mas o ganho que eles já tiveram durante todo o processo os coloca em condições de conversar e discutir projetos com alunos de qualquer universidade, com propriedade, e esse é o nosso objetivo, criar um ambiente de estudo e pesquisa para nossos estudantes”.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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