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Alunos atuam na prevenção e orientação para a saúde da população carente

O Centro de Estudos de Promoção e Alternativa de Saúde (Cepas) é o projeto de extensão mais antigo da Ufes e este ano completa 30 anos de atuação no Bairro das Laranjeiras, na região de Jacaraípe na Serra. Alunos do curso de Medicina realizam o cadastro, visita domiciliar e atendimento para as famílias da comunidade local.

O foco do projeto é atuar na prevenção primária, ou seja, evitando que a doença ocorra. Para isso, os estudantes oferecem orientação sobre a saúde da mulher, saúde das crianças e outras demandas que surgem no decorrer dos atendimentos. “Quem nos mantém aqui é o dinheiro público, então a Universidade precisa, além de formar profissionais, prestar um serviço à sociedade, mas que esses profissionais tenham a visão real daquilo que a população precisa. O nosso trabalho é de promoção, educação e prevenção da saúde”, afirma o professor Pedro Fortes, idealizador e coordenador do Cepas.

Pratica do Saber 1

Atuam no Centro os alunos do 2° período do curso de Medicina na disciplina do professor, que dedica 15 horas à atuação na comunidade aos sábados. Além destes, Pedro Fortes conta que recebe também alunos de outros cursos, tais como Enfermagem, Odontologia, Psicologia, Educação Física, entre outros, e ainda alunos de outras faculdades que queiram participar do projeto. “Eu sou professor, então quem quer aprender pode vir, não faço restrição. Respeitando os prazos e cumprindo os horários eles ganham o certificado de atuação”.

Para o professor, todo o trabalho desenvolvido pelos alunos é visando despertar a cidadania, atendendo as pessoas que mais precisam. “Queremos que o nosso aluno tenha noção de cidadania. Precisamos que o conhecimento adquirido na universidade seja levado para o povo de lá. Não estamos fazendo favor, estamos retribuindo e conhecendo a realidade da nossa população”.

Pratica do Saer

Nos grupos de saúde, os alunos sanam as dúvidas da população, fazem aferição de pressão, teste de glicose, orientam sobre medicamentos e resultados que os atendidos utilizam e criam um laço com as famílias, pelo contato próximo e descaracterizado. “O Cepas não existiria sem o trabalho desses alunos. Eles vão para lá calçando chinelos, usando bermudas e a camisa do projeto. As pessoas se sentem mais próximas e à vontade com eles assim”, contou Pedro.

Em parceria com universidades internacionais, o Cepas já recebeu quase 200 alunos de 15 países do mundo, que auxiliaram no atendimento das 1.327 famílias cadastradas, no período em que estiveram no local.

Apesar da durabilidade do projeto de extensão, o professor Pedro Fortes acredita que ainda não conseguiu atingir a satisfação plena com o serviço prestado. Para ele, é preciso oferecer mais oportunidades para que os jovens consigam ser protagonistas de um futuro promissor. “Deveria ter cursos profissionalizantes aqui, para que eles tenham uma chance de crescer, precisamos despertar as potencialidades desses jovens e despertar nas pessoas a necessidade de caridade, de amor, de serviço, não de paternalismo, assistencialismo”.

editor1

Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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