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Alimentos funcionais: o segredo da prevenção e tratamento de doenças

“Que seu alimento seja o teu remédio e teu remédio seja o teu alimento” Hipócrates

Já dizia Hipócrates, no século V a.C., “que seu alimento seja o teu remédio e teu remédio seja o teu alimento”. Considerado o pai da medicina da época, praticara cuidados em saúde com importância relevante na história.

De fato, ao longo dos anos algo que era subliminar passou a ter comprovação cientifica. Os estudos foram evoluindo e a baixa incidência de doenças em algumas populações chamou atenção dos cientistas para estudarem e assim fazerem associações da dieta com ausência de doenças.

Por exemplo, o índice de doenças cardiovasculares em esquimós e franceses é baixo, assim como câncer de mama em orientais. Essa conexão foi elucidada conhecendo a ação do ômega 3 dos peixes, resveratrol do vinho e fitoestrógenos da soja. Por conta disso, descobriu-se que os alimentos além de nutrir têm a função de atuarem preventivamente.

Sendo assim, esses alimentos e ingredientes são definidos como capazes de proporcionar benefícios além dos nutrientes tradicionais que eles contêm. Ou seja, além de nutrir, podem reduzir o risco de ocorrência de doenças, aumentar o bem-estar e a saúde, aumentar a qualidade de vida, o desempenho físico, psicológico e comportamental.

O governo japonês foi o primeiro a incentivar essa linha de pesquisa porque tinha interesse de desenvolver alimentos para uma população que envelhecia e apresentava uma grande expectativa de vida. Assim surgiram os alimentos funcionais, os quais fazem parte de uma nova concepção de alimentos lançados inicialmente pelo Japão na década de 80.

Aqui no Brasil o primeiro alimento funcional categorizado pela ANVISA foi a aveia, em 1999. A aveia tem propriedades funcionais atuando na redução dos níveis de colesterol e glicemia, sendo excelente alimento para pessoas acometidas por diabetes e dislipidemia.

Podemos citar ainda como funcionais os carotenóides licopeno, luteína e zeaxantina, são os corantes naturais dos alimentos variando do vermelho ao alaranjado, encontrados em tomate e molho de tomate, goiaba, melancia, cenoura, abóbora e mamão. Têm ação antioxidante e protegem as células contra os radicais livres. Níveis sanguíneos altos desses compostos são associados com menor risco de infarto do miocárdio, incidência de diabetes, hipertensão e doença degenerativa macular do olho.

Os fitoesteróis são outra classe de compostos encontrados em plantas e que têm um efeito maravilhoso na redução do colesterol sanguíneo. Esses compostos são adicionados intencionalmente pela indústria em alguns alimentos, por exemplo, em algumas margarinas ou encontrado na forma de suplementos.

Também estão inseridos nessa condição de funcionais, os probióticos. A utilização dessa classe de bactérias é bem remota, desde 76 a.C., produtos lácteos fermentados eram utilizados na época em pessoas com gastroenterite. Hoje as pesquisas estão muito avançadas comprovando ação preventiva em uma série de doenças como diabetes, alergias, doenças auto-imunes, doenças cardiovasculares, aterosclerose, Alzheimer, hipertensão, síndrome metabólica, depressão e câncer.

Todos esses fatos são comprovados por uma série de estudos e pesquisas bem conduzidas. Entretanto não pense que se trata de um milagre, pois as doenças são multifatoriais. O entendimento que precisamos ter é que a alimentação é realmente um pilar muito relevante dentre outros que atuam em conjunto na prevenção de doenças.

Mariana Herzog
Nutricionista e Sócia proprietária da Dietética Refeições

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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