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ALIMENTAÇÃO NO PRIMEIRO ANO DE VIDA

Pode parecer inusitado, mas a alimentação da gestante no período pré-natal e a alimentação do bebê no primeiro ano de vida determinam os hábitos alimentares na vida da pessoa.

No período pré-natal, uma variedade de sabores passa através do líquido amniótico e o mesmo ocorre durante a amamentação, esses dois fatores são relevantes e contribuem para a facilidade da criança experimentar e aceitar novos alimentos quando estiver maior.

Portanto, a alimentação variada na gestação e no período de amamentação é extremamente importante nesse período.

Antigamente a introdução alimentar era feita por volta dos três a quatro meses de vida. Era comum a avó ofertar um chazinho mágico na chuquinha com a finalidade de aliviar as terríveis cólicas e acalmar o bebê. A amamentação exclusiva era privilégio para poucos e naquela época não havia tanto incentivo como nos dias de hoje. As papinhas eram preparadas como um sopão, com todos os alimentos misturados, na maioria das vezes tudo batido no liquidificador. As mamadeiras eram muitas vezes engrossadas com farinhas.

Entretanto, no decorrer dos anos a ciência da nutrição evoluiu e nosso conhecimento sobre a introdução alimentar, também. Hoje sabemos o quanto a amamentação exclusiva até os seis meses é importante nos quesitos de desenvolvimento e nutrição da criança, sem necessidade de oferecer água, chá ou qualquer outro alimento nessa fase. Além disso, a maneira como a introdução alimentar será conduzida influencia positivamente as escolhas alimentares durante toda a vida.

A partir dos seis meses o bebê já está preparado para receber a alimentação complementar. A introdução deve ser lenta e gradual com alimentos bem cozidos, se possível no vapor ou com pouca água na panela, apenas com água suficiente para ficarem macios. É normal no início ocorrer alguma rejeição de um alimento, mas logo o bebe se acostuma, o alimento rejeitado deve ser oferecido diversas vezes em momentos diferentes para ser aceito.

O ideal é que os alimentos sejam ofertados separadamente no prato sem misturá-los para que a criança se adapte aos diversos sabores e texturas. Ofereça uma alimentação bem variada para que todos os nutrientes estejam presentes e o crescimento e nutrição seja garantida. Segundo recomendações do Ministério da Saúde, até um ano o sal é dispensável e o açúcar deve ser oferecido somente após dois anos. Café, enlatados, frituras, refrigerante, balas, salgadinhos, embutidos e outros alimentos industrializados não devem ser oferecidos.

Bebês têm total capacidade de perceber as sensações de fome e a saciedade e comem exatamente o que seu corpo precisa. Não se deve insistir e forçar para que comam se não estiverem com fome. Essa atitude desregula os mecanismos naturais de controle de consumo e tem correlação negativa com o peso da criança. Não ofereça prêmios ou castigos, não distraia com televisão e outros artifícios para conseguir que comam.

Nunca utilize alimentos como forma de distração ou para acalmar a criança se ela estiver irritada. Essa atitude contribui para o desenvolvimento da fome emocional na vida adulta. A mãe conhece as necessidades básicas da criança, ajude-a a modular suas emoções sem oferecer comida, dê colo, apoio e acalento.

Seguindo essas regras básicas seu filho terá uma ótima alimentação no futuro.

Mariana Herzog
Nutricionista e Sócia proprietária da Dietética Refeições

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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