buscar
por

A musicalidade dos negros

Os africanos que se fixaram no Espírito Santo ajudaram no enriquecimento da cultura capixaba com suas danças, músicas, conhecimentos medicinais, arte culinária, expressões populares e dizeres que contribuíram para a formação da identidade do povo espírito-santense.

A alegria dos povos africanos plantou no Brasil, e mais precisamente no Espírito Santo, as manifestações folclóricas que animam e dão vida às festas religiosas de todo o Estado, como por exemplo, o CONGO (que canta em versos os amores capixabas), o TICUMBI (e a luta entre os dois reis que buscam realizar a mais bela festa para São Benedito), o ALARDO (e sua luta entre cristãos e mouros), O JONGO, a MARUJADA, as Festas de São Benedito e Nossa Senhora do Rosário.

IMG_0420
Em se tratando de gastronomia afro-capixaba, já dizia o professor Cleber Maciel, em seu livro, Negros no Espírito Santo: “O milho verde apenas cozido ou assado e seus derivados preparados nas tradições africanas como o muxá, a papa, a canjica, a pamonha são muito apreciados. O arroz doce, pé de moleque, a baba de moça, os papos de anjos, os quindins, as queijadinhas, os quebra queixos e as paçocas feitas com amendoim já se tornaram símbolos da culinária capixaba.”

Quando falamos da contribuição dos negros para o crescimento do Estado devemos sempre lembrar o trabalho desempenhado nas lavouras de café, no plantio de mandioca e cana de açúcar, mas também, da herança presente hoje no preparo das tradicionais panelas de barro de Goiabeiras. Essa tradição dos povos indígenas foi incorporada de tal maneira pela comunidade negra de Vitória, que não conseguimos distinguir com precisão onde começa a contribuição de um e de outro povo.

Enfim, a musicalidade dos povos africanos é um marco na construção da identidade capixaba e acrescenta esse espírito alegre à mistura desse caldeirão étnico que chamamos de Espírito Santo.

COMENTÁRIOS