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A ideal conservação, higienização e preparo de alimentos evitam perdas

A descoberta do fogo há 500 mil anos foi uma das maiores conquistas da humanidade, representando mudanças no modo de preparo dos alimentos e prolongando sua vida útil. No decorrer da nossa história e da nossa evolução, ainda no período antes de Cristo (a.C.), o homem já utilizava a defumação, a salga, a fermentação, a acidificação com vinagre e a dessecação de alimentos ao sol para conservá-los.

Sabemos que grande parte dos alimentos se deteriora com muita facilidade e alguns cuidados são importantes para se evitar esse processo. Essa perda depende de aspectos que vão desde o preparo, a higiene durante a manipulação e a maneira como o alimento é armazenado.

Algumas dicas importantes: higienize corretamente as mãos antes do preparo do alimento. Lave as mãos e antebraços com sabão neutro até a altura dos cotovelos e depois seque-os com pano limpo. Se possível aplique álcool 70% nas mãos. Durante o preparo do alimento certifique que atinja 70°C por no mínimo dois minutos. Alimentos e refeições prontas podem permanecer em temperatura ambiente por apenas três horas, e se forem refrigerados em temperatura menor do que 5ºC, podem permanecer por até cinco dias.

Todos os vegetais e frutas devem ser higienizados com cloro antes do consumo. Pode-se utilizar a água sanitária na medida de uma colher de sopa para um litro de água por dez minutos ou outros produtos específicos para essa finalidade. Muitas pessoas utilizam o vinagre para higienizar, mas essa prática não garante a completa eliminação de microrganismos.

A melhor maneira de cozinhar os vegetais para manter o máximo de vitaminas é no vapor. Se não for possível dessa maneira, cozinhe-os inteiros, colocando-os em água fervente no menor tempo possível. Reaproveite a água de cozimento dos vegetais, porque muitas vitaminas e minerais foram perdidos nessa água. Utilize no preparo de feijão, caldos, molhos, arroz ou sopas.

O momento de descascar é muito importante, se for necessário retire as cascas de legumes bem finas. Entretanto, vegetais como abóbora, abobrinha, berinjela, pepino, jiló e batata podem ser consumidos com casca.

Podemos aproveitar 100% dos alimentos consumidos no nosso cotidiano, mas por desconhecimento jogamos fora muitas cascas que são riquíssimas em nutrientes. Por exemplo, as cascas de cenoura, de chuchu, de beterraba e os talos podem ser utilizados em molho de vegetais ou de carnes. As folhas da cenoura apresentam mais vitamina A do que a própria raiz e podem ser aproveitadas como tempero verde em sopas e omeletes. Folhas de batata-doce podem ser refogadas e consumidas como a couve, pois são ricas em ferro, magnésio e vitamina A. Talos de brócolis e couve-flor podem ser utilizados em sucos, batidos com alguma fruta. Ficam uma delicia!

As cascas de abacaxi, de manga e a parte branca da melancia também podem ser reaproveitadas para sucos. No caso da melancia, a parte branca é rica em citrulina e tem o potencial de provocar vasodilatação das artérias, auxiliando da redução da pressão arterial. As sementes de abóbora podem ser torradas no forno e servidas como aperitivo.

Isto prova que usando a criatividade podemos nos beneficiar integralmente dos alimentos e economizar bastante. A saúde e o bolso agradecem!

Mariana Herzog
Nutricionista e Sócia proprietária da Dietética Refeições

 

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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