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Leitura em formato digital traz algum prejuízo à visão?

PSICOLOGIA
Sarah Regina Ramos Freire de Araújo
Psicóloga

Castigo para crianças até os 3 anos educa?

Quando falamos de criança e educação é preciso sempre lembrar que estamos lidando com uma faixa etária que aprende muito mais com o comportamento dos seus cuidadores do que com sua fala. A família é a primeira referência de comportamento da criança, o que indica que tudo o que for observado, será copiado. Ressalto aqui, que em crianças de 3 anos o castigo não as faz cair em reflexão, isto só ocorrerá próximo aos 6/7 anos. Mas é válido o diálogo, a instrução, deixar sentar num canto e refletir. Mesmo que não ocorra a reflexão, mostre algumas perdas diante de comportamentos negativos, para que ela possa ainda que de forma lenta, aprender. Nesta idade, ela não deve ser educada com castigos, mas deve ser corrigida e bem orientada. Devemos chegar ao nível da criança e, no seu mundo, buscar entender como ela percebe o que faz, mostrar que está errada, que o seu comportamento não está sendo aprovado. Acima de tudo, temos que nos preocupar a princípio com o nosso comportamento, porque serão primordiais para a formação intelectual, moral e psicológica dos nossos filhos.

 

RELIGIÃO
Pe. Roberto Francisco Sebastião Natal
Pároco na paróquia Virgem Maria, em Itacibá

Qual a diferença entre adorar e venerar?

Adoração é uma prática devocional da Igreja na qual os fiéis, em comunidade ou individualmente, se propõem, em alguns momentos, a prolongar o mistério pascal de Cristo na Sagrada Eucaristia através de atitudes de adoração, louvor, súplica. É um meio para a santificação pessoal e comunitária diante de Cristo Ressuscitado presente na reserva eucarística no sacrário. A adoração à Eucaristia precisa brotar da celebração do memorial da Páscoa de Cristo. “Adorarás ao Senhor teu Deus, e só a ele prestarás culto” (Lc 4,8). Na adoração, a comunidade contempla a presença real de Cristo no pão e no vinho consagrados.

Veneração é o culto prestado aos Santos e Santas, à Virgem Maria e às imagens que os representam. A veneração, por sua natureza, tem sentido quando se refere a honrar uma imagem que nos remete a Deus. Também veneramos os sinais da Palavra de Deus, especialmente a Sagrada Escritura, o Evangeliário e os Lecionários, livros litúrgicos que possuem partes da Palavra de Deus contida nas Sagradas Escrituras. A veneração ou admiração é um culto muitas vezes incompreendido pelos protestantes e evangélicos. A falta de conhecimento e formação de alguns católicos não ajuda na sua compreensão. Contudo, mesmo sem saber, eles também veneram ou admiram sinais que os remetem a Deus, e nisso fazem confusão maior ainda. É evidente que fora do campo religioso existe a prática de venerar e honrar pessoas, lugares, entre outras práticas. Porém, a veneração enquanto culto cristão não tem outro sentido senão valorizar algo, um sinal que nos remete a Deus.

 

SAÚDE
Dr. Juliano Vescovi Damasceno
Médico oftalmologista

Leitura em formato digital traz algum prejuízo à visão?

Sim. Os dispositivos eletrônicos emitem uma luz azul e parte dela, chamada “azul-violeta”, é nociva para a retina, podendo causar o envelhecimento mais acelerado desse tecido ocular. Acredita-se que esse envelhecimento contribua para o desenvolvimento de uma doença chamada Degeneração Macular Relacionada à Idade. A concentração na leitura digital também faz com que a pessoa pisque bem menos e isso acaba ressecando os olhos. Mesmo não causando uma doença, gera sintomas incômodos como a sensação de areia nos olhos, ardência e queimação. O estímulo luminoso ainda pode interferir no padrão de sono, afetando a qualidade de vida da pessoa.

 

De que maneira a leitura por este meio torna-se mais agradável?

O estudo sobre esse tema ainda é muito recente. Mas, a ciência já mostra evoluções. Existe hoje no mercado uma lente para óculos que bloqueia a luz azul emitida pelos aparelhos eletrônicos. Essa lente pode ser usada inclusive por pessoas que não possuem grau. A aplicação de lubrificantes oculares, as “lágrimas artificiais”, também pode garantir um conforto melhor. Além disso, é bom não exagerar no tempo de exposição aos computadores, smartphones e tablets. É sempre bom dar um intervalo para que os olhos descansem após, pelo menos, uma hora de esforço diante da tela.

 

GASTRONOMIA
Paulo Freitas
Degustador Profissional de Azeites

Como escolher um bom azeite?

São muitos os fatores determinantes para a escolha de um bom azeite, portanto cito apenas alguns que o consumidor pode observar com mais facilidade. O preço é um dos indicadores de qualidade pois, exceto nos momentos em que está em “promoção”, geralmente azeites com preços muito baixos, comparativamente às demais marcas, pode indicar um produto de qualidade inferior. A embalagem também fornece informações importantes sobre a qualidade do produto. Os principais “inimigos” do azeite são a luz, temperatura, umidade e o oxigênio, que provocam alterações de sabor e aroma, por isso a garrafa de vidro escura é a mais indicada, seguida da lata e da garrafa de vidro transparente. Podemos encontrar informações relevantes nos rótulos como, por exemplo: a marca, que deve ser de produtores de tradição e a acidez/tipo de azeite, pois indica se o produto é “azeite extra virgem” (até 0,8%) ou “azeite de oliva”. Nos azeites, as características e intensidades de sabor e aroma se mantém melhor preservadas e são mais percebidas quando o azeite é “novo”, ou seja, quando consumido em data mais próxima de sua fabricação.

 

Em que influencia o azeite ser extravirgem?

O azeite de oliva extravirgem é obtido apenas através de processos mecânicos e físicos, o que além de preservar os atributos de sabor e aromas, que têm papel fundamental na harmonização de pratos , também têm mais benefícios relacionados à saúde, como o alto teor de gorduras monoinsaturadas (boas para auxiliar na prevenção de doenças cardiológicas) e também têm em sua composição compostos fenólicos (polifenóis), além das vitaminas A, D, E e K, que têm respectivamente ação antioxidante e benefícios específicos associados a cada tipo de vitamina. Os azeites de oliva, por outro lado, apresentam atributos de sabor e aromas muito reduzidos e praticamente não contam com os benefícios da presença de polifenóis e das vitaminas, que são eliminados durante o processo de refino. Entretanto, ainda mantém o alto teor de gorduras monoinsaturadas, que contribuem para a prevenção de doenças cardiológicas.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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