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Quando se faz o rito da aspersão?

O tempo da Páscoa é o período mais privilegiado para valorizar a aspersão com água benta. Ele compõe um ciclo importante do ano litúrgico chamado ciclo Pascal, que compreende a Quaresma e a Páscoa propriamente dita. O cume desse período é o Tríduo Pascal. A Quaresma já nos apresenta uma dimensão batismal, orientada para a Vigília Pascal, quando são batizados os catecúmenos. A aspersão pode ser feita em todas as missas dominicais, como prevê o próprio Missal Romano, mas no tempo da Páscoa ganha um sentido mais profundo. No rito da aspersão está contida a memória do batismo e toda uma história que ele evoca. A água é o meio de onde emerge a primeira criação, narrada no livro do Gênesis. Na narração do Dilúvio, nós encontramos a destruição e a regeneração pela água. O Êxodo sugere a liberdade do povo eleito, ao fazê-lo passar pelas águas libertadoras. Essa história é lembrada pela oração de bênção da água que precede a aspersão. No Novo Testamento, os evangelhos assinalam a segunda criação através do Batismo de Jesus no Jordão. Assim, para os cristãos, a água aspergida, sinal de morte e vida, é símbolo do mistério pascal, memória do batismo. Ainda é comum encontrarmos em muitas igrejas, recipientes com água benta nas portas das Igrejas, para que os cristãos possam fazer o sinal da Cruz ao entrar e ao sair.

Maio: mês de Maria

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Sempre dizemos que maio é o mês de Maria, “é um mês em que, nos templos e entre as paredes domésticas, sobe dos corações dos cristãos até Maria a homenagem mais ardente e afetuosa da prece e da veneração.” (Papa Paulo VI na Carta Encíclica Mense maio, 1965) Dentre as diversas expressões, encontramos nas comunidades eclesiais a reza do terço, coroações, ladainhas, ofício de Nossa Senhora, dentre outras. “Na celebração anual dos mistérios de Cristo, a santa Igreja venera com especial amor a bem-aventurada Mãe de Deus, Maria, que por um vínculo indissolúvel está unida à obra salvífica do seu Filho; nela admira e exalta o mais excelente fruto da redenção e a contempla com alegria como uma puríssima imagem daquilo que ela mesma anseia e espera ser.” (SC 103) As relações entre Maria e a liturgia está no fato dela ser reconhecida como modelo excelentíssimo de Igreja, na ordem da fé, da caridade e da perfeita união com Cristo. (cf. MC 16) A celebração das festas marianas deve, sobretudo, conduzir-nos a uma espiritualidade centrada no mistério de Cristo. No ano litúrgico não existe um “ciclo mariano” paralelo ao de Cristo. Isso não se sustenta nem teológica, nem liturgicamente. A Igreja, ao prestar culto à Maria, nunca a separa de seu filho Jesus e venera a Mãe de Deus unida à obra da salvação de Cristo. (cf. SC 103) Dessa maneira, a memória de Maria é celebrada perenemente entrelaçando-se com os mistérios de Cristo.

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Arquidiocese

Fundada em 1958 e abrangendo 15 municípios do Estado do Espírito Santo conta com 73 paróquias. Desde 2004 D. Luiz Mancilha Vilela é o arcebispo da arquidiocese.

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