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Indústria de Tecnologia da Informação cresce no estado

Em meu último artigo discuti a visão equivocada sobre a estrutura produtiva do ES pela maioria das pessoas, inclusive economistas, os quais desconhecem a diversidade e potencial de nossa produção. O estudante de Ciências Econômicas da Universidade Federal do ES – UFES, Erik Santana, ao pesquisar a situação da Indústria da Tecnologia da Informação (TI) no estado, para um trabalho acadêmico, surpreendeu-se com o que encontrou.

Erik descobriu que há 15 anos o segmento se resumia basicamente ao Centro de Desenvolvimento de Software da XEROX, que por ser uma empresa multinacional, pouco agregava no desenvolvimento tecnológico regional. Ao longo da década de 2000 a situação se inverte com o surgimento de inúmeras micro e pequenas empresas que, em princípio, focam sua produção no atendimento às demandas do próprio estado. O aprendizado e o crescimento tornam estas e outras novas empresas em produtoras de soluções tecnológicas para o Brasil e o mundo, havendo, atualmente, empresas capixabas competindo mundialmente no desenvolvimento de softwares em segmentos produtivos diversos como segurança, gestão, games, APPs, entre outras soluções que atendem empresas e a população.

Atuando há dez anos como consultor do segmento no desenvolvimento de estudos de viabilidade de novos investimentos e projetos de inovação, afirmo que junto com os empreendedores, em sua maioria acadêmicos advindos da UFES e de Faculdades particulares do estado, os poderes públicos nacional e estadual atuam no fomento de projetos inovadores, bem como, na manutenção de instituições de apoio aos empresários, como a Tecvitória – Incubadora de Base Tecnológica de Vitória, os quais, apesar de todos os desafios a serem superados, tornam o estado uma das referências do setor de TI no Brasil.

Este avanço atinge a maturidade com o início da construção, em um terreno próximo à Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), do Parque Tecnológico Metropolitano de Vitória, espaço com infraestrutura para abrigar laboratórios de certificação de produtos, escritórios para as instituições de fomento à ciência, incubadoras para a recepção de novos negócios e salas para a absorção de empresas de sucesso que busquem maior interação com o segmento.

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