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Cuidado com os "ismos" e afins

O moralismo é o disfarce preferido pelos “imorais”. O rigorismo é uma armadura que esconde a própria insatisfação triste. O legalismo é o despotismo das normas em detrimento da misericórdia e da compreensão da condição humana. O preconceito é a saída de emergência por onde foge o covarde que quer se safar do confronto com as diferenças. O proselitismo é arrebanhamento de massa e hipnose coletiva sem espaço para uma adesão pessoal, consciente e responsável.

O ritualismo é um conjunto de efeitos especiais utilizados para enrolar a Deus e enfeitiçar os fiéis. O tradicionalismo é o saudosismo doentio daqueles que estão mais preocupados em adorar as cinzas do que transmitir a chama (Gustav Mahler). O conservadorismo é o cuidado com a forma no lugar da preservar a substância.

O antídoto a este e outros ” –ismos” é cuidar, amar desinteressadamente, reconhecer o valor intrínseco de cada ser vivente, dialogar, encontrar-se e respeitar-se. Como diz o apóstolo Tiago (1,27), “a religião pura e sem mancha aos olhos de Deus e nosso Pai é esta: visitar os órfãos e as viúvas em suas aflições, e conservar-se puro da corrupção deste mundo”. “Visitar órfãos e viúvas’ – explica Papa Francisco – significa praticar a caridade com o próximo, começando pelos mais necessitados, os mais frágeis, os mais marginalizados. São as pessoas de quem Deus cuida de forma especial e pede a nós para fazer o mesmo”.

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