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A oferta, os preços e política da Petrobrás

O objetivo é fazer uma análise econômica da Petrobras, mas primeiro faço uma ressalva: espero que corruptores e corruptos da operação Lava-Jato sejam propriamente punidos. O crescimento econômico de 2004 a 2010 ampliou o consumo de energia e matéria prima, dentre elas as derivadas do petróleo, em um volume incapaz de ser suprido pelas atuais refinarias (3 estão sendo construídas para superar esta limitação).

Para atender esta demanda a Petrobras passa a importar estes derivados, os quais têm um custo superior ao preço de revenda no Brasil, tornando a operação deficitária. Com isso, a partir de 2011, a empresa sai de um patamar de R$40 bilhões de lucro líquido positivo anual para um montante de R$15 a R$20 bilhões.

Críticos defenderam que esta diferença deveria ser repassada para o consumidor brasileiro, recompondo o retorno histórico da empresa, entretanto, a equipe econômica do governo, buscando a manutenção da atividade produtiva (pelo menos evitar a recessão) e o controle da inflação dentro da meta do Banco Central, não faz este repasse. Alguns economistas, jornalistas econômicos e empresários criticam dizendo que o governo estava quebrando a Petrobrás por usá-la como estratégia de política econômica, não respeitando o objetivo maior de uma empresa que é a maximização do lucro.

De minha parte, sempre defendi que uma empresa pública, independente do partido que esteja no governo, deve dar a sua contribuição ao país, não seguindo somente a filosofia de toda empresa privada que visa unicamente o lucro. Porém, a partir de meados de 2014, a grande oferta de petróleo no mundo derruba fortemente o seu preço e de seus derivados, transformando a operação, antes deficitária, em lucrativa.

Tenho que admitir que foi hilário ver a cara de decepção da Mirian Leitão, que por diversas vezes nos últimos anos disse que a Petrobras estava quebrando, anunciar, no Bom Dia Brasil da semana passada, que cálculos de economistas confirmam que a empresa recuperará até o fim de 2015, tudo que perdeu nos últimos anos com a operação, demonstrando que a companhia, apesar do esforço de servir ao país na manutenção da estabilidade monetária continuará forte, com elevadíssimas reservas, não se curvando somente à ganância capitalista.

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