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Ter compaixão é sentir a dor do outro, diz Dom Dario referindo-se à aparição de Nossa Senhora aos pescadores

No dia da padroeira, Nossa Senhora Aparecida, a Arquidiocese de Vitória uniu-se à Igreja de todo o Brasil e celebrou em todas as comunidades, paróquias, especialmente as que a têm como padroeira. O Arcebispo, dom Dario Campos presidiu a missa na paróquia Nossa Senhora Aparecida em Cobilândia, e toda a paróquia se mobilizou para participar.

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As comemorações iniciaram-se no início de outubro e culminaram hoje com a missa festiva às 16h. Na homilia dom Dario começou falando do significado da aparição de Nossa Senhora aos pescadores no rio Paraíba e disse “Nossa Senhora não apareceu aos pescadores fazendo barulho nem em passeata. Veio no silêncio, na pele negra e sem cabeça. O que isso significa? Que ela quis ter compaixão do povo negro que estava todo quebrado, o que ainda hoje acontece em muitos lugares onde os negros não têm sua dignidade reconhecida. E ter compaixão é sentir a dor do outro”.

Depois dom Dario refletiu sobre a leituras bíblicas que foram proclamadas: Ester que arriscou a sua vida pelo povo, refletiu sobre a atitude de Nossa Senhora ao provocar o primeiro milagre de Jesus que foi em benefício da alegria do casal nas bodas de Caná e, neste ponto, chamou a atenção para os pedidos que recebe de abençoar as correntes de Nossa Senhora e disse “Nossa Senhora não tem correntes porque ela quer todo o mundo livre. O primeiro milagre que Nossa Senhora fez depois que os pescadores a encontraram no rio durante a pesca, foi fazer com que as correntes de um preso acorrentado na praça se quebrassem e ele fosse solto.Mas, nós, ao longo da história, vamos perdendo o sentido da libertação”.

Ao final dom Dario recebeu da paróquia uma orquídea e pediu oração pela Igreja e pelo Sínodo para a Amazônia que acontece em Roma até final de outubro.

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