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Sinos, canto e silêncio na missa de Lava-pés

A missa de Lava-pés, gesto que a Igreja Católica realiza em todo o mundo para lembrar e trazer presente o mandato de Jesus, do serviço aos irmãos, aconteceu às 19h na Catedral de Vitória.

Três momentos tiveram um destaque maior nesta Celebração: o toque dos sinos ao mesmo tempo em que foi entoado o canto do Glória, o Lava-pés e o translado do Santíssimo Sacramento para a entrada da Catedral.

Iniciamos o Tríduo Pascal, momentos em que celebraremos com fé a Festa da Páscoa. Os sinos uniram-se aos fiéis no canto do Glória em louvor a Deus que garantiu a nossa salvação pelo Mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de seu Filho e todos os fiéis juntaram suas vozes ao coral em atitude de agradecimento. Durante o Lava-pés, Dom Rubens Sevilha, bispo nomeado de Bauru prostrou-se diante de 12 jovens e repetiu o gesto de Jesus na última ceia com seus discípulos: lavou-lhes os pés. Ao final da celebração após um momento de adoração silenciosa, o Arcebispo, Dom Luiz Mancilha Vilela, fez o translado do Santíssimo Sacramento para um altar na entrada do Templo, preparado para esta ocasião. Durante o dia da Sexta-feira Santa o Santíssimo Sacramento permanece nesse altar enquanto na central acontecem as cerimônias da Paixão e Morte de Jesus.

Para lembrar o sentido e o significado deste dia e dos gestos realizados na cerimônia do Lava-pés, Dom Sevilha, durante a homilia fez algumas recomendações: 1. Lembrou que a ceia é um momento da família estar alegre e unida e disse que nem sempre isso acontece. 2. Que estamos numa sociedade doente, fraca, cansada e que muitas vezes na hora da refeição até a comida parece não ter sabor. Chamou isso de desânimo espiritual. 3. Apontou soluções para curar esta sociedade: mais espiritualidade, participação na Eucaristia para nos alimentarmos e serviço. 4. Explicou o que significa serviço, simbolizado hoje no “lavar os pés”. “Jesus veio nos ensinar a lavar os pés do outro, e quem é o outro? O outro é aquele que está a seu lado”, disse Dom Sevilha. 5. O segredo para tudo isso é esquecer um pouquinho mais de si próprio e preocupar-se com a dor de quem está ao lado, lembrou. “O importante não é qual dor é maior, mas qual dor é mais importante e para o cristão a dor mais importante será sempre a dor do outro. Na medida em que você vai fazendo essa passagem, mais felicidade haverá na sua alma”.

A homilia terminou com uma pergunta e uma resposta: “Quer ser feliz? Lave os pés dos outros.

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