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"Que nosso beijo na cruz seja de arrependimento". Celebração da Paixão do Senhor

Arrependimento verdadeiro por nossas falhas e um coração semelhante ao de Jesus para que possamos colaborar com a superação da violência. Esta foi proposta de reflexão feita pelo Arcebispo Metropolitano de Vitória, Dom Luiz Mancilha Vilela, aos fiéis que estiveram presentes na Celebração da Paixão do Senhor,  na Catedral Metropolitana de Vitória, na tarde desta sexta-feira.

A Celebração deste dia é bastante diferente da Celebração da Eucaristia que não é Celebrada pela Igreja Católica, apenas na Sexta Feira Santa. É uma cerimônia que favorece o silêncio, a oração e a veneração que normalmente é chamada pelos fiéis de adoração da cruz. No primeiro momento escuta-se a Palavra de Deus e reza-se por toda a humanidade intercalando as posições “de joelhos” e “em pé”, prostrados e dispostos a seguir Jesus nos sofrimentos diários. No segundo momento todos são convidados a beijar a cruz reconhecendo que ali se dá a vitória do amor sobre o pecado. No final os fiéis são convidados a comungar. Mesmo não havendo consagração das hóstias, a Igreja sabe que o alimento sacramental da Eucaristia foi garantido pelo Ressurreição de Cristo, por isso, a Celebração da tarde na catedral seguiu o roteiro proposto pela Igreja com as motivações e a presidência feitas pelo Arcebispo, Dom Luiz Mancilha Vilela.

A cruz que foi exposta à veneração e a receber o beijo e o silêncio dos fiéis, remete-nos à dor e o sofrimento de Jesus por nós, e “ao celebrarmos esta tragédia percebemos que todo esse sofrimento é puro amor”, lembrou Dom Luiz.

“Ao contemplar esse mistério somos convidados a perceber a que ponto nossos pecados fizeram com que o Filho de Deus sofresse para que tivéssemos vida. A cruz é um convite ao arrependimento, ela nos lembra que somos pecadores. O pecado é a nossa infelicidade e Jesus nos deu a oportunidade da vida nova. Então temos  que olhar para Jesus com muito amor”, afirmou.

Dom Luiz continua lembrando que precisamos superar a violência, baseados na não violência de Jesus, pois ele poderia ter reagido a tanta maldade, mas não o fez, pois no seu coração só havia o amor.

“Devemos nos envergonhar dos nossos pecados e pedir perdão. Que hoje ao beijarmos a cruz, nosso beijo não seja de Judas, mas de arrependimento. Que peçamos a Deus um coração semelhante ao de Jesus, para que possamos contribuir com uma sociedade de paz. Vamos venerar a Santa Cruz com gesto de conversão, amor e confiança”, finalizou.

Após a fala de Dom Luiz teve início a adoração à Santa Cruz e todos puderam se aproximar e fazer seu gesto de adoração particular. A cruz exposta à adoração na Catedral foi um presente das irmandades da Boa Morte e do Santíssimo Sacramento. Nela tem uma relíquia da Santa Cruz.

Após a comunhão e a oração final todos se retiraram em silêncio

 

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