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Grito dos Excluídos: Indignação e luta pelos direitos dos atingidos com o rompimento da barragem

A Praia de Camburi foi tomada na manhã deste 07 de setembro pelo “mar de lama”. Representando o Rio Doce após o desastre provocado pelo rompimento da barragem da Samarco em Mariana, 500 metros de tecido marrom foi estendido e carregado pelas pessoas durante o Grito dos Excluídos que, neste ano, trouxe a indignação pelos impactos sociais e ambientais do desastre. Pastorais, movimentos sociais e estudantis, pessoas atingidas pelo rompimento e grupos das mais diversas bandeiras participaram do ato pela Avenida Dante Micheline. Conforme pediu o arcebispo Dom Luiz Mancilha Vilela, os participantes foram às ruas com suas lutas em uma caminhada pacífica e bem organizada.

Foram lembradas as mortes e os desalojamentos ocorridos com o desastre, os impactos na vida de comunidades ribeirinhas, pescadores e povos indígenas, a falta de água e a insegurança com a qualidade da água disponível para os moradores e, ainda, a passividade das empresas em relação a tomada de atitudes para a resolução dos problemas.

Pelo percurso, além de defender a responsabilização das empresas envolvidas, o povo gritou pela adoção de novos modelos de desenvolvimento econômico que não se sobreponham à vida humana, como forma de repensar a sociedade em que vivemos. O cuidado da população e do poder público com a Casa Comum, tão pedido pelo Papa Francisco, também foi lembrado.

Representando a Comissão Justiça e Paz e o Fórum Capixaba em Defesa do Rio Doce, Bruno Toledo afirmou que “a lama da Vale nos mostrou um Brasil da resistência, que hoje está unido em solidariedade a todos os que sofrem. Esse grito de hoje é o grito da resistência. Nós não vamos desistir e nem desanimar”.

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