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Evangelho, reflexão, música e Ceia Natalina para pessoas em situação de rua, em Jardim da Penha

Pelo quarto ano consecutivo pessoas em situação de rua foram os convidados especiais para uma confraternização realizada pela Pastoral do Povo de Rua da Paróquia São Francisco de Assis, em Jardim da Penha. O evento foi realizado na praça Regina Frigeri Furno (Pracinha do Epa) onde foi organizada uma ceia preparada pelos agentes da pastoral.

A leitura do Evangelho e as reflexões foram feitas pelo vigário do Vicariato de Ação Social, Política e Ecumênica, pe. Kelder Brandão, pelo arcebispo Dom Dario Campos, e pelo padre Adenilson Antônio Schmidt (pároco da Paróquia São Francisco de Assis), respectivamente.

O ônibus do banho solidário, um projeto social da Paróquia Perpétuo Socorro, de Vila Velha, esteve na praça para disponibilizar banho, corte de cabelo e barba para os convidados. Roupas, kit de higiene pessoal, panetones e chocolates também foram distribuídos.

O coordenador da Pastoral do Povo de Rua da Paróquia São Francisco, Erly Vieira, afirmou que o objetivo da Ceia Natalina é mostrar as pessoas em situação de rua a importância de compartilhar e celebrar o Natal,  fazendo com que entendam que eles são importantes e têm condições de sair dessa situação.

“Temos outros projetos que são direcionados a eles, todos nessa intenção. Aos sábados é servido um almoço, às sextas são oferecidos cursos e oficinas profissionalizantes e desde setembro deste ano estamos com o projeto de recuperação dessas pessoas, pois muitos fazem uso de drogas. Eles são encaminhados para um acompanhamento para dois projetos na Serra: a Pequena Comunidade de Jesus e a Fazenda Esperança. O atendimento inicial para quem quer deixar os vícios, os cursos e oficinas e o almoço são realizados no Centro de Evangelização Santa Clara, na comunidade Santa Clara”, explicou.

Pe. Kelder leu a passagem sobre o Nascimento de Jesus (Lucas 2,1-14) e Dom Dario iniciou a reflexão lembrando do significado  dos pastores de ovelhas, cujas imagens vemos presentes nos presépios.

“Os pastores vieram encontrar o Menino Jesus. Eles estão no presépio e achamos lindo a presença deles lá, mas a pergunta a ser feita é: Quem eram os pastores no tempo de Jesus? Eram pessoas abandonadas, não eram notados, eram excluídos da sociedade, que quando não tinham mais nada a fazer, só lhes restava tomar conta de rebanhos de ovelhas.

A mesma coisa acontece hoje, meus irmãos. Quando passamos por vocês e não damos atenção. No entanto, foi para os pastores, os esquecidos, que foi revelado primeiramente o nascimento de Jesus. Que os pastores nos levem a dimensão do encontro, do carinho, do amor para com todos vocês. Que lutemos para que vocês, nossos irmãos, tenham dignidade de vida”, refletiu.

Padre Adenilson também tinha uma palavra especial para todos: “O que estamos fazendo hoje aqui é porque acreditamos que vocês podem sair dessa situação e penso que são vocês que estão nos fazendo um grande favor, pois nos dão a oportunidade de cumprir a Palavra de Deus. Vocês não são desocupados, trabalham. No entanto o trabalho que vocês realizam não são valorizadas pela sociedade, mas não são desocupados. Gostaria que essa verdade que queremos assumir sobre vocês, que são trabalhadores, que vocês possam assumi-la quando pedirem algo a alguém. Peçam o que realmente precisam, e não usem o que ganham para outras finalidades”, pontuou.

Após as reflexões, pessoas em situação de rua trouxeram imagens do presépio enquanto um texto era lido. Velas foram acessas por todos os participantes e iluminaram a praça. Em seguida a ceia foi servida a t odos.

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