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Diocese de Colatina traz água do Rio Doce e relembra desastre da Samarco

A água do Rio Doce, com aspecto barrento e de coloração amarronzada, foi trazida pela diocese de Colatina neste domingo (03) de Festa da Penha, lembrando o desastre provocado pelo rompimento da barragem da Samarco, que afetou populações de Minas Gerais ao Espírito Santo. Essa foi a forma que a diocese encontrou para que a situação não fosse esquecida e, acima de tudo, reforçar o cuidado com a casa comum, principalmente com a água, recurso essencial para a vida. Os peregrinos iniciaram a manhã com uma procissão aos pés do Convento e, em oração e reflexão sobre a preservação do meio ambiente, subiram até o Campinho para a celebração da missa.

O bispo da diocese, Dom Wladimir Lopes lembrou a tragédia e afirmou que a lama chegou ao Espírito Santo há mais de 4 meses trazendo uma “avalanche de problemas sociais e ambientais que perduram até hoje. Pescadores, moradores, comerciantes, agricultores, toda a população foi prejudicada”.

Dom Wladimir afirmou que a situação não pode ser esquecida pela sociedade, pelo poder público e nem pelos responsáveis. “Além da lama, vivemos também a crise da água. Corremos o risco de ver o território de nossa diocese virar sertão”. Mesmo com todos os problemas, o bispo afirmou que os cristãos não podem perder as esperanças, por isso é preciso pedir a intercessão de Nossa Senhora da Penha. Além disso, cobrou a abertura de um debate com a sociedade, para que um novo modelo de desenvolvimento seja criado, de forma a atender bem todas as pessoas.
Ainda lembrou que o Evangelho do dia fala de perdão e misericórdia. “Recordamos sempre a misericórdia divina, especialmente no sacramento da penitência”.

Ao final da Celebração jovens do EAC da paróquia São João Batista, de Aracruz ofertaram rosas a Nossa Senhora da Penha, ao som de ‘Virgem da Penha, minha alegria’.

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