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Capacitação para facilitadores da Justiça Restaurativa

Teve início nesta sexta-feira e segue acontecendo até domingo, na Casa de Retiro São Francisco Xavier, em Santa Isabel, Domingos Martins, uma capacitação para facilitadores da Justiça Restaurativa, inspirado na metodologia da (ESPERE) Escola de Perdão e Reconciliação, que atuarão na Arquidiocese de Vitória.

A Justiça Restaurativa é uma técnica de solução de conflitos que prima pela criatividade e sensibilidade na escuta das vítimas e dos ofensores, a prática tem iniciativas cada vez mais diversificadas e já coleciona resultados positivos.

Ministram o  Curso de Aprofundamento da Justiça Restaurativa, as Irmã Imelda Maria Jacobye, que veio do Rio Grande do Sul a convite da Pastoral Carcerária da Arquidiocese e a irmã Bárbara Kiener. Em 2017 e 2018 elas ministraram a primeira etapa dessa capacitação, os Fundamentos da Justiça Restaurativa.

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“Este grupo de 11 pessoas para as quais estamos ministrando o Curso de Aprofundamento sentiram a vontade de se tornarem facilitadores. Eles serão facilitadores e estarão capacitados a ministrar, assim como nós, o Curso dos Fundamentos da Justiça Restaurativa”,  explicou Irmã Bárbara.

Além de estarem aptos a fazerem esse processo introdutória dos fundamentos da Justiça Restaurativa, segundo a irmã Imelda, eles também estão aprendendo como praticar Círculos de Construção de paz.

‘Eles terão uma visão das diferentes práticas, e ao mesmo tempo é indispensável garantir a continuidade do estudo do aprofundamento, porque sem isso é impossível. Pelo Centro de Direitos Humanos e Educação Popular (CDHEP) nós temos uma outra etapa ainda, que chamamos de  práticas restaurativas nas quais nos debruçamos, estudamos e praticamos as diferentes  modalidades de Círculos de Construção de Paz.

Participantes do curso deram depoimentos  sobre a formação da Justiça Restaurativa

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“O processo da Justiça Restaurativa em minha vida foi um processo no qual eu entrei pensando em trabalhar com presos na Pastoral Carcerária e ao chegar  aqui me deparei com um processo de desafio de mudança interior . Descobrir uma forma de me perdoar e de me relacionar com as pessoas,  e a partir desse momento iniciar um processo de transformação também de outras pessoas.” (José Luiz)

“Os fundamentos da Justiça Restaurativa são uma proposta para fazer inicialmente essa viagem interior e poder perceber como nossas vivências vão deixando marcas em nossas vidas. A escola promove momentos, partilhas para que possamos sair desse nosso círculo fechado para um círculo mais aberto, ressignficando as experiencias que já vivenciamos. Ao mesmo tempo o fato de ser Irmã e trabalhar na Pastoral Carcerária, venho para buscar ferramentas  para ajudar outros que estão nesse caminho de busca de uma vivência mais sadia.” (Jani)

“Cheguei através da militância em direitos humanos, primeiro buscando entender o que estava ouvindo dizer sobre Justiça Restaurativa. Quando aqui cheguei me deparei com elementos e ferramentas que eu posso trabalhar em mim. Questões que me afligem, trabalhar em uma perspectiva de restauração e perdão e reconciliação para poder interferir nos ambientes que eu atuo. Ao chegar aqui eu pude perceber que essa passagem aqui me faz contribuir na busca do perdão e da reconciliação que precisa ser feito de cada um de nós com o outro, superando a lógica punitiva, do ódio da vingança que trazemos.” (Gilmar)

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Janis

 

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