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Abertura da Campanha da Fraternidade na Arquidiocese de Vitória terá roteiro pelas ruas e praças do Centro

Neste domingo (1° de março), a Arquidiocese de Vitória, realiza a abertura da Campanha da Fraternidade a partir das 15 horas na Catedral Metropolitana de Vitória. A abertura será conduzida pelo arcebispo Dom Dario Campos.

Roteiro

O evento em Vitória será dividido em atos. O ato inicial será dentro da Catedral Metropolitana de Vitória, a partir das 15 horas. Lá haverá abertura da atividade, contextualizando o tema, o lema e os objetivos da Campanha da Fraternidade 2020. A atividade está associada à proposta do Papa Francisco de uma Igreja aberta e em saída para cuidar da vida humana e não humana que se encontra ameaçada.

Saindo da Catedral, os fiéis partem para o 1 º Ato no Viaduto Caramuru, onde será lembrada a Parábola do Bom Samaritano – fundamentos bíblicos e teológicos para a prática da Caridade, com destaque para os ícones da Igreja que se destacam nessa prática e para os trabalhos das pastorais e projetos sociais da Igreja e movimentos sociais.

O 2º Ato será na Escadaria do Posto de Saúde do Centro e se dedicará a relembrar o drama e os direitos de quem vive nas ruas – pobreza, desemprego, fome, sucateamento das políticas sociais, congelamento dos gastos públicos, bem como a negação dos direitos a idosos. Já o 3º Ato está previsto para acontecer na Escadaria Anchieta em memória às vidas tombadas à beira do caminho que necessitam de nosso cuidado, enfatizando os problemas da Segurança Pública e do Sistema Prisional; o genocídio e a violação dos direitos da juventude negra e da população de rua.

Na Praça Oito acontecerá o 4º Ato com o objetivo de sensibilizar os fiéis sobre as vidas diversas que precisam de cuidado e atenção, destacando a diversidade de gênero e raças que formam o tecido social brasileiro, violentadas pelo preconceito, intolerância e discriminação.

O 5º Ato será na Praça Costa Pereira e ressaltará a agressão à natureza, denunciando um sistema que explora, mata e comete crimes ambientais. O 6º e último ato está marcado para acontecer na Praça Getúlio Vargas e traz uma mensagem de esperança com atividades para as crianças da Catequese, da Pastoral da Criança e dos Projetos Sociais.

CNBB

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) realiza, às 8h, a missa de abertura da Campanha da Fraternidade de 2020, que tem como tema “Fraternidade e Vida: Dom e Compromisso” e o lema “Viu, sentiu compaixão e cuidou dele” (Lc 10, 33-34). A Campanha foi lançada na quarta-feira (26 de março), com cerimônia na sede da CNBB, no Setor de Embaixadas Sul.

No domingo, a celebração acontece no Santuário de Aparecida (SP), e será presidida pelo arcebispo de Belo Horizonte (MG) e presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo. Na ocasião será realizada a leitura da carta enviada pelo Papa Francisco para a Campanha da Fraternidade deste ano, na qual ele chama a atenção para a necessidade de fortalecer o valor da vida.Também durante a celebração, uma relíquia com um fragmento do corpo de Santa Dulce dos Pobres (que serviu de inspiração para a Campanha deste ano) será entronizada por crianças e ficará exposta no Altar Central.

Confira a carta do Papa Francisco por ocasião da abertura da Campanha da Fraternidade:

Queridos irmãos e irmãs do Brasil!

Iniciamos a Quaresma, tempo forte de oração e conversão em que nos preparamos para celebrar o grande mistério da Ressurreição do Senhor.

Durante quarenta dias, somos convidados a refletir sobre o significado mais profundo da vida, certo de que somente em Cristo e com Cristo encontramos resposta para o mistério do sofrimento e da morte. Não fomos criados para a morte, mas para a vida e a vida em plenitude, a vida eterna (cf. Jo 10,10).

Alegro-me que, há mais de cinco décadas, a Igreja do Brasil realize, no período quaresmal, a Campanha da Fraternidade, anunciando a importância de não separar a conversão do serviço aos irmãos e irmãs, sobretudo os mais necessitados. Neste ano, o tema da Campanha trata justamente do valor da vida e da nossa responsabilidade de cuidá-la em todas as suas instâncias, pois a vida é dom e compromisso; é presente amoroso de Deus, que devemos continuamente cuidar. De modo particular, diante de tantos sofrimentos que vemos crescer em toda parte, que “provocam os gemidos da irmã terra, que se unem os gemidos dos abandonados do mundo, com um lamento que reclama de nós outro rumo” (Carta Enc. Laudato Si’, 53), somos chamados a ser uma Igreja samaritana (cf. Documento de Aparecida, 26).

Por isso, estejamos certos de que a superação da globalização da indiferença (cf. Exort. Ap. Evangelii gaudium, 54) só será possível se nos dispusermos a imitar o Bom Samaritano (cf. Lc 10, 25-37). Esta Parábola, que tanto nos inspira a viver melhor o tempo quaresmal, nos indica três atitudes fundamentais: ver, sentir compaixão e cuidar. À semelhança de Deus, que ouve o pedido de socorro dos que sofrem (cf. Sl 34,7), devemos abrir nossos corações e nossas mentes para deixar ressoar em nós o clamor dos irmãos e irmãs necessitados de serem nutridos, vestidos, alojados, visitados (cf. Mt 25, 34-40).

Queridos amigos, a Quaresma é um tempo propício para que, atentos à Palavra de Deus que nos chama à conversão, fortaleçamos em nós a compaixão, nos deixemos interpelar pela dor de quem sofre e não encontra quem o ajude. É um tempo em que a compaixão se concretiza na solidariedade, no cuidado. “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mt 5,7)!

Por intercessão de Santa Dulce dos Pobres, que tive a alegria de canonizar no passado mês de outubro e que foi apresentada pelos Bispos do Brasil como modelo para todos os que veem a dor do próximo, sentem compaixão e cuidam, rogo ao Deus de Misericórdia que a Quaresma e a Campanha da Fraternidade, inseparavelmente vividas, sejam para todo o Brasil um tempo em que se fortaleça o valor da vida, como dom e compromisso.

Envio a todos e cada um a Bênção Apostólica, pedindo que nunca deixem de rezar por mim.

Vaticano, 26 de fevereiro de 2020

 

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